Giannis Antetokounmpo perto de abandonar os Bucks?
O verão foi tudo menos tranquilo em Milwaukee. À medida que Giannis Antetokounmpo refletia sobre o seu futuro, o diretor-geral dos Bucks, Jon Horst, viajou até Atenas, na Grécia, para uma conversa cara a cara com o jogador que mudou a história da franquia, campeão da NBA e MVP das Finais em 2021.
Uma aposta arriscada
A reunião aconteceu depois de uma das decisões mais ousadas da era Horst: dispensar Damian Lillard, libertando espaço salarial para assinar Myles Turner, vindo dos Indiana Pacers. A jogada permitiu aos Bucks garantir um poste único, mas também deixou no orçamento um impacto financeiro pesado, mais de 100 milhões de dólares do contrato de Lillard ainda em vigor.
O objetivo era simples: convencer Antetokounmpo de que a equipa continua capaz de lutar por títulos. Mas, curiosamente, o craque grego não foi consultado antes da decisão, tal como já acontecera quando Lillard chegou a Milwaukee em 2023.
A reunião decisiva em Atenas
Num encontro considerado o mais importante do verão, Horst e Antetokounmpo trocaram impressões sobre o futuro. O dirigente garantiu acreditar que o novo plantel podia competir pelo título do Este, mas o jogador expressou dúvidas sobre se o grupo teria realmente condições para regressar ao topo.
Fontes próximas da equipa confirmaram que Giannis quis explorar alternativas, um sinal de que, pela primeira vez, o seu futuro em Milwaukee estava verdadeiramente em aberto.
Tentação nova-iorquina
Durante o verão, os New York Knicks surgiram como o destino preferido de Antetokounmpo caso decidisse sair. Os contactos entre as duas franquias aconteceram em agosto, mas as negociações nunca avançaram. Milwaukee recusou abrir mão do seu ídolo, e os Knicks não apresentaram uma oferta suficientemente forte para prolongar as conversas.
Mesmo assim, a admiração é mútua. A direção de Nova Iorque, liderada por Leon Rose, sonha há anos em juntar o grego a um núcleo competitivo que inclui Mikal Bridges e Karl-Anthony Towns.
Três anos de desilusões
Desde o título de 2021, os Bucks não voltaram a vencer uma série de playoffs. As lesões de Antetokounmpo e Lillard contribuíram para três eliminações consecutivas na primeira ronda. Em 2025, a situação agravou-se com a grave lesão de Lillard, uma rotura do tendão de Aquiles que o afastou de toda a época seguinte.
Perante a falta de resultados, Giannis começou a questionar se a equipa ainda tem estrutura para competir com as potências do Este:
“Quero ganhar, não apenas estar presente”
Durante o media day, o duas vezes MVP foi claro:
“Quero estar numa equipa que me dê a oportunidade de ganhar um campeonato. Não jogo apenas para estar presente e receber um salário.”
A declaração intensificou as dúvidas sobre o seu futuro. Embora o jogador ainda tenha contrato até 2027, poderá optar por sair no final da época 2026-27. No verão de 2026, será elegível para uma extensão máxima de 275 milhões de dólares, quer em Milwaukee, quer noutra equipa.
O presente e o que vem a seguir
Por agora, Antetokounmpo regressa aos Bucks para a sua 13.ª temporada, acompanhado novamente pelo irmão Thanasis, que renovou por um ano. O clube acredita que, com as lesões de Tyrese Haliburton e Jayson Tatum a afetarem rivais diretos, o caminho no Este pode estar mais aberto.
Mas a pressão é total. Dentro e fora do balneário, todos sabem que este poderá ser o “tudo ou nada” de Milwaukee. Se a equipa falhar novamente, o grego pode finalmente abrir as portas à saída mais aguardada da NBA moderna.
