Austin Reaves quer um contrato máximo

Segundo informações divulgadas pela ESPN, o base/extremo dos Lakers pretende obter o contrato máximo a que poderá aspirar na sua próxima negociação: um acordo estimado em 241 milhões de dólares por cinco temporadas. Uma posição que praticamente elimina a hipótese de aceitar um desconto salarial para ajudar a equipa a manter maior flexibilidade financeira.

A notícia não é propriamente surpreendente. Ao longo dos últimos anos, Reaves tem superado todas as expectativas e afirmou-se como um dos melhores negócios da NBA. Não foi escolhido no Draft de 2021 e assinou, em 2023, um contrato extremamente favorável para os Lakers, tendo em conta a sua evolução. No verão passado, recusou uma extensão contratual próxima dos 90 milhões de dólares, precisamente para manter aberta a possibilidade de assinar um acordo muito mais lucrativo no futuro.

O preço justo ou uma aposta arriscada para os Lakers?

Do ponto de vista do jogador, a estratégia é difícil de criticar. Aos 28 anos, Reaves está a entrar naquela que deverá ser a fase mais produtiva da sua carreira. Depois de ultrapassar os 20 pontos por jogo de média e de consolidar a sua importância na hierarquia dos Lakers, considera naturalmente que merece um salário compatível com o seu valor de mercado.

A verdadeira questão é saber até onde estará disposta a ir a organização de Los Angeles.

Enquanto se aguarda pela decisão de LeBron James relativamente ao seu futuro, um contrato superior a 240 milhões de dólares para Austin Reaves tornaria bastante mais complicada a construção do plantel em torno das estrelas da equipa.

Alguns observadores consideram-no uma peça indispensável do projeto. Outros questionam se faz sentido oferecer-lhe um salário normalmente reservado às verdadeiras superestrelas da liga.

Uma coisa parece, no entanto, bastante clara: apesar da ligação emocional a Los Angeles, Reaves não está disposto a sacrificar a sua remuneração para o demonstrar.

Os Lakers terão assim de tomar uma decisão importante: pagar o preço pedido para manter um dos seus melhores jogadores ou correr o risco de ver o seu “milagre” não draftado transformar-se no jackpot de outra organização.

Deixe um comentário