França chega ao bronze

Num confronto mais físico do que bem jogado, a França atingiu o último lugar do pódio deste Mundial ao derrotar a Austrália por 67-59. Tal como nos os jogos anteriores, os bleus tiveram um começo de partida titubeante, permitindo ao adversário cavar um vantagem considerável – chegaram a estar a perder por 15. No entanto, uma fortíssima reação a partir de meados do terceiro período, a juntar ao desacerto australiano, viraram por completo o resultado.

Quanto ao encontro, resume-se a uma história de dois domínios e um ponto de viragem. Até ao minuto 7 do terceiro período, a Austrália dominou a seu bel-prazer as operações, com Patty Mills a ser uma dor de cabeça para os seus adversários pela sua qualidade com bola e sem bola (sempre em movimento e ‘rato’ a aparecer nas costas dos defesas). A partir daí, deu-se o turning point: Joe Ingles converte o lance livre de uma jogada and-one, mas o seu colega Chris Goulding, na disputa do lance, faz uma falta infantil e antidesportiva sobre o seu opositor direto. Esta atitude parece ter anulado o momentum dos boomers e galvanizado os pupilos de Vincent Collet a esboçar uma reação. A verdade é que, depois desse lance, o parcial até ao final do encontro foi um esmagador 39-17 para os franceses. Depois de uma recuperação encabeçada por Nando De Colo (sempre ele a aparecer nos momentos de maior pressão), surgiu o improvável Andrew Albicy no último período, ao marcar três triplos, o último dos quais a 1:06 do fim, colocando o adversário a 7 pontos e fechando a partida. Relativamente ao encontro da segunda fase de grupos, a França melhorou imenso na luta das tabelas (passou de 23 para 38 ressaltos) e conseguiu retirar um melhor proveito do seu banco de suplentes (esmagou os australianos neste dado estatístico: 38-9!), fatores que, a juntar ao grande acerto nos triplos (42,9% contra 23,5% da Austrália) se revelaram cruciais para o desfecho final ter sido diferente desta vez.

Do lado francês, os pontuadores habituais apareceram: Fournier marcou 16, ainda que com uma percentagem de acerto baixa (5/17 de campo) e De Colo, o sixth man deste Mundial, foi o melhor marcador do jogo com 19 e 47,5% de campo. Batum acrescentou 9 pontos, 6 assistências e a competitividade defensiva do costume, mas os fatores extra vieram do banco, com Vincent Poirier a acrescentar 8 pontos e 7 ressaltos e, sobretudo, Andrew Albicy. O base suprimiu o jogo desispirado de Ntilikina com 9, todos no último período. Além do base dos Knicks, também Gobert esteve abaixo do normal (apenas 2 pontos).

Do lado australiano, desta vez Ingles esteve mais acertivo no tiro (17 pontos lançando uns incríveis 63,6% e ainda 5 ressaltos e 3 assistências), Mills contribuiu com 15 pontos – mas foi desaparecendo com o avançar do jogo -, Bogut fez 5 pontos e 6 ressaltos, ao passo que Nic Kay chegou aos 9 e aos 5 ressaltos. Já Dellavedova fez marcou apenas 4 pontos em 32 minutos, sendo um dos rostos da derrota.

Os franceses repetem assim o terceiro lugar arrecadado no torneio de 2014, em Espanha. Já a Austrália termina o certame com a sensação de que podia ter ido mais longe (bateram-se de igual para igual com a Espanha), mas realizando a melhor participação de sempre em mundiais.

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