John Wall, um atentado ao cofre dos Rockets

A situação de John Wall nos Houston Rockets é realmente de outro mundo.

Wall continua afastado dos courts por alegadas divergências com a organização no seu papel na equipa. Wall, evidentemente, queria jogar e ser titular. Os Rockets, todavia, achavam que era melhor sair do banco. Todo este jogo de indefinição leva a que o jogador continue parado, e o seu valor a depreciar progressivamente.

Com a situação desta forma e o seu estado físico duvidoso, não será a melhor conjugação de ingredientes para atrair interesse das outras equipas. Os Rockets. é sabido, continuam a tentar explorar o mercado de trocas, mas não se afigura nada fácil.

Outra possibilidade seria o “buyout” do contrato, mas Wall não está para aí virado. Tem ainda 91 M/$ a receber até final de 2023, e por isso não mostra interesse nesse cenário.

Os Rockets assumiram claramente o rebuild, e a aposta em jovens talentos para serem o futuro do franchise.

Será o passo certo a fazer? Tudo indica que sim, no entanto, não se percebe como é que um jogador da qualidade de Wall não está em campo a ser o líder da equipa. Se assim fosse, quem sabe estes Rockets não seriam uma carta totalmente fora do baralho, juntando a nomes como Wood, Green, Porter Jr., Gordon, etc.

Chega-se à aparente conclusão que quando as equipas entram numa espiral de rebuild, a prata da casa começa a ser vista de outra perspetiva.

E Wall, um jogador como poucos, caminha para o esquecimento, lembrando que tem apenas 31 anos e que já foi um dos melhores bases da liga.

João Pinto

Licenciado em Direito- Universidade Católica Portuguesa; Apaixonado pelo desporto e pela melhor liga do mundo; Fã dos Boston Celtics desde o título de 2008, quando uma equipa começou a dizer "Ubuntu" aos 3...

Deixe uma resposta