SGA avança contra empresa devido ao alegado flopping
Shai Gilgeous-Alexander está a passar ao ataque… fora do campo.
Segundo o The Athletic, os advogados da superestrela dos Oklahoma City Thunder enviaram uma carta formal de cessação (cease and desist) à empresa Underdog Sports, especializada em fantasy games e apostas desportivas, devido à utilização da imagem do jogador numa campanha que goza com a sua capacidade para provocar faltas.
O jogo que gerou a polémica
A controvérsia gira em torno de um jogo chamado “Unethical Hoops”, inspirado diretamente no famoso jogo “Operação” (Docteur Maboul em França).
Nesta versão satírica, um sinal sonoro dispara sempre que o jogador tenta “tirar a bola” a Gilgeous-Alexander e lhe toca. Trata-se de uma referência às frequentes acusações de flopping e foul baiting (procurar contactos para ganhar faltas) dirigidas ao MVP da NBA.
A Underdog chegou mesmo a lançar um passatempo durante o jogo 3 das finais da conferência Oeste entre os Thunder e os San Antonio Spurs, prometendo oferecer 100 exemplares do jogo aos utilizadores que participassem nas redes sociais.
Os advogados exigem o fim da campanha
Numa carta datada de 22 de maio, obtida pelo The Athletic, os representantes legais de Gilgeous-Alexander exigem que a Underdog:
- Cesse imediatamente toda a utilização do seu nome, imagem e semelhança;
- Interrompa todas as campanhas promocionais associadas ao jogo;
- Destrua todas as cópias produzidas do produto.
A principal questão parece estar relacionada não com as críticas em si, mas com a utilização comercial da imagem do jogador sem autorização.
O debate sobre o estilo de jogo continua
O caso surge numa altura em que o estilo de jogo de Gilgeous-Alexander continua a alimentar discussões durante estes playoffs.
O base canadiano é regularmente acusado de exagerar contactos para ganhar lances livres. De acordo com os dados mencionados no artigo, ao longo das últimas quatro épocas — incluindo playoffs — tentou mais 391 lances livres do que o segundo jogador mais próximo nessa categoria.
O debate ganhou ainda mais força durante a série frente aos Spurs, especialmente após comentários sobre o carácter “ético” do seu jogo, uma expressão que já tinha sido utilizada esta época por Victor Wembanyama.
“Não me afeta”
Questionado recentemente sobre os cânticos dos adeptos que o apelidam de “flopper”, Gilgeous-Alexander garantiu que isso não o incomoda.
“Não me afeta. Não me motiva mais nem me desmotiva. Faz parte do jogo.”
Neste caso, porém, a situação vai além das críticas vindas das bancadas ou das redes sociais, uma vez que envolve a utilização da sua imagem num produto comercial.
Resta agora saber se esta ação legal terá o efeito desejado ou se acabará por gerar ainda mais atenção para o caso — o chamado “Efeito Streisand”, quando uma tentativa de esconder ou remover determinado conteúdo acaba por lhe dar ainda mais visibilidade.

