Apresentam-se os candidatos a Treinador do Ano
Com a temporada a terminar em breve, começam as discussões sobre os prémios individuais. Entre eles, está o de Treinador do Ano da NBA, com sérios candidatos.
De todos os 30 treinadores na liga, destaco quatro como os principais concorrentes ao prémio. São Mark Daigneault dos Oklahoma City Thunder, Mitch Johnson dos San Antonio Spurs, JB Bickerstaff dos Detroit Pistons e Joe Mazzulla dos Boston Celtics. Estas quatro equipas apresentam os melhores recordes de toda a NBA, até à data. Cada nome tem os seus argumentos para vencer a distinção.
MARK DAIGNEAULT (THUNDER):

Nomeado “Coach of The Year” em 2024, desde então Daigneault mantém a consistência da equipa. Com a conquista dos Thunder na época passada, as ambições não mudaram. Apesar das ausências prolongadas de jogadores como Jalen Williams e Isaiah Hartenstein, outros intervenientes aproveitaram a oportunidade. Ajay Mitchell é um deles, acompanhado por diversos nomes confiáveis para o treinador. E claro, Shai Gilgeous-Alexander continua a nível MVP, apoiado por Chet Holmgren e o restante coletivo inspirado.
Daigneault consegue manter o nível de competitividade alto, mostrando saber mexer na equipa e aproveitar a diversidade de jogadores que tem à sua disposição. O balneário mostra sinais de união com as clássicas entrevistas pós-jogo e a vontade de repetir a conquista do título. Por vezes não é fácil manter a consistência num patamar elevado, e os Thunder têm correspondido nesse aspeto.
Já é um trabalho prolongado e com resultados, daí surgem os argumentos de dar mais destaque a outro tipo de campanhas de equipas. Mas um treinador já nomeado “Coach of The Year”, campeão e permanecendo como a melhor equipa da NBA, é sem dúvida um caso sério.
MITCH JOHNSON (SPURS):

Começo por mencionar que os Spurs terminaram a temporada passada no 13º lugar do Oeste com 34 vitórias e 48 derrotas. Na transição da época desportiva, o panorama mudou. O motivo? O desenvolvimento dos próprios jogadores. O que intervém diretamente nisso? O treinador. Victor Wembanyama é um dos principais candidatos ao MVP. Stephon Castle cresce como referência defensiva e no ataque. De `Aaron Fox adaptou-se à equipa e outros nomes vão ganhando relevância.
Atualmente são o segundo melhor recorde de toda a liga, atrás somente dos Thunder. De 13º lugar para segundo sem grandes mudanças no plantel, revela uma grande capacidade dentro da instituição. É daquelas campanhas onde se dá um grande salto, diferente da consistência apresentada por Daigneault.
Este contexto ajuda a formular o argumento de preferir dar o prémio a este tipo de situações. Algo impactante, e Johnson surge assim como candidato.
JB BICKERSTAFF (PISTONS):

Agora passamos para a Conferência Este, falando dos líderes. Após o sexto lugar numa época já de crescimento, os Pistons foram eliminados na primeira ronda dos playoffs numa série bastante renhida contra os New York Knicks. No verão saíram Malik Beasley e Tim Hardaway Jr, e para suprimir o lançamento exterior foram buscar Duncan Robinson. Cade Cunningham elevou-se a calibre MVP, Jalen Duren a All-Star, e contam com um coletivo duro.
Isaiah Stewart e Ausar Thompson são cruciais na defesa e fisicalidade, Tobias Harris na experiência e o destaque merecido a Daniss Jenkins, que assumiu o controlo da equipa em momentos sem Cade e exibiu-se a um belo nível. É um conjunto com qualidade individual e que se complementa como um todo.
Bickerstaff levou os Pistons de equipa de primeira ronda a candidatos ao título pelo Este. Uma ótima evolução e consistente ao longo da temporada, não se ficando apenas por momentos de destaque. Um trabalho digno com muita mão do treinador.
JOE MAZZULLA (CELTICS):

Chegamos ao treinador de Neemias Queta. Campeão com os Celtics em 2024, Mazzulla superou as expectativas esta temporada. Saltaram fora dos últimos playoffs na segunda ronda contra os Knicks numa série onde Jayson Tatum sofreu uma lesão no tendão de aquiles. Com a ausência prolongada do jogador e saídas de Jrue Holiday e Kristaps Porzingis para realizar cortes salariais, para além de Al Horford e Luke Kornet, a prospecção era outra. Foi pedido a jogadores que elevassem o patamar, e o resultado é positivo.
Queta tornou-se no poste titular e teve um excelente crescimento, sendo crucial na equipa. Mas o principal destaque vai mesmo para Jaylen Brown. O MVP das Finais em 2024 tornou-se o motor ofensivo ao conseguir criar muitos lançamentos, e aparece nas conversas pelo MVP da fase regular. Payton Pritchard e Derrick White são os principais apoios das estrelas de Brown e do regressado Tatum.
Mazzulla consegue tirar produtividade das características dos seus jogadores. Transforma isso num coletivo bem estruturado e competitivo. Considero interessante como gere a rotação e surgem vários bons momentos dos mais diversos jogadores. Isto com um plantel do qual, pelo menos eu, não esperava isto tudo. Traduz o bom trabalho do treinador, e promove a candidatura a “Coach of The Year”.

