Trinta por uma linha – Atlanta Hawks

Estamos de volta à nossa rubrica sobre a temporada de cada equipa da NBA. Na análise de hoje vamos falar sobre a época dos Atlanta Hawks.

Expectativas / Realidade

Depois da troca por Dejounte Murray, muitos davam os Hawks como uma equipa que podia vir a surpreender, tanto na temporada regular como nos playoffs. Infelizmente para a equipa, tal não se sucedeu, e ficaram no ar algumas questões relativamente ao futuro do franchise de Atlanta.

Incapaz de demonstrar consistência, os Hawks terminaram a temporada com um record de 41-41, sendo que toda a sua temporada estiveram neste patamar de “vaivém” entre record positivo, negativo e neutro. A única surpresa que se possa realmente dizer que a equipa tenha conseguido foi a vitória em Miami frente aos Heat no play-in, que na altura colocou a equipa da casa a um jogo de fazer as malas mais cedo. Mesmo assim, a equipa caiu para a outra finalista da conferência, os Celtics, em 6 jogos.

Destaques Individuais

Apesar da presença de Dejounte Murray, Trae Young voltou a fazer uma boa temporada a nível de números. O base dos Hawks terminou com média de 26 pontos e 10 assistências por jogo. O jogador continua a comprovar que é um dos melhores bases da liga no setor ofensivo, e o seu futuro em Atlanta já esteve mais certo.

Em temporada de estreia, Dejounte Murray veio adicionar mais à defesa da equipa de Atlanta, e apesar dos bons números no ataque, há quem diga que a coexistência com Trae Young veio piorar a situação ofensiva da equipa. Murray terminou com 20 pontos, 5 ressaltos e 6 assistências por jogo.

DeAndre Hunter conseguiu afirmar-se mais esta temporada, realizando a melhor da sua carreira até ao momento. O jogador teve média de 15 pontos por jogo. Enquanto isso, John Collins perdeu espaço no lote de principais armas da formação de Atlanta.

Futuro

É muito incerto o que a equipa irá fazer neste verão. Apesar de não ter free agents “de peso” a mergulhar no mercado, os Hawks precisam de mudar algumas questões no plantel. Trae Young é um nome que tem vindo a ser falado como estando na porta de saída, até porque tal como referido anteriormente, há quem defenda que a coexistência com Murray veio retirar poder ofensivo à equipa.

Quando alinham juntos, os Hawks têm média de 111 pontos por jogo, uma das piores da liga. Mas nem tudo é mau, pois desde a chegada de Quinn Snyder que a equipa demonstrou sinais positivos, e é algo que poderá ser mais trabalhado na offseason, visto que o treinador não começou a temporada com a equipa.

Quanto a John Collins, é uma incógnita se o jogador vai continuar em Atlanta. Apesar do talento, Collins já tem um salário de 25 milhões de dólares anuais, algo que a maioria das equipas não estaria certamente disposta a arriscar, tendo em conta o rendimento atual do jogador. Talvez no próximo ano o jogador volte a ter melhores números e possa compensar o investimento.

A “rebuild” está fora das opções, até porque a equipa abdicou de diversas escolhas de primeira ronda para aquisição de Murray, por isso, competir é o caminho para Atlanta nos próximos anos. O talento está lá, sendo que o trabalho durante o verão poderá ser a chave para uma temporada com mais sucesso por parte da equipa.

Vasco Oliveira

Licenciado em Ciências da Comunicação com o sonho de um dia poder trabalhar no jornalismo desportivo. @vascoliveira8 no Twitter

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