NBA confirma reforma do Draft para 2027

A liga quer combater de forma mais agressiva o fenómeno do tanking — equipas que perdem jogos deliberadamente para aumentarem as hipóteses de conseguir escolhas altas no Draft. E a ironia é que a última lotaria acabou precisamente por beneficiar várias equipas acusadas de seguir essa estratégia.

Os Washington Wizards conquistaram a primeira escolha depois de terminarem a época com cincos improvisados e pouco competitivos, mesmo após terem adquirido Trae Young e Anthony Davis via trocas.

Também os Utah Jazz e os Memphis Grizzlies foram bastante criticados pela forma como abordaram o final da temporada. Até os Chicago Bulls, que acabaram com a quarta escolha do Draft, perderam competitividade nas últimas jornadas.

O novo sistema “3-2-1”

Adam Silver confirmou oficialmente a nova proposta, já anteriormente avançada pela imprensa.

A reforma prevê:

  • 16 equipas na lotaria (em vez de 14)
  • apenas três níveis diferentes de probabilidades
  • o chamado sistema “3-2-1”

Segundo Silver:

“Estamos a equilibrar as probabilidades para não incentivar as equipas a serem más.”

O comissário explicou ainda que existirá uma espécie de “zona de despromoção”:

  • as três piores equipas da liga terão menos hipóteses de conquistar a primeira escolha do Draft.

Uma ideia claramente inspirada no futebol europeu, modalidade da qual Adam Silver já assumiu ser grande admirador.

Medidas contra o tanking

A NBA quer ir ainda mais longe.

A liga reserva-se também o direito de:

  • alterar a ordem do Draft
  • caso considere que uma equipa praticou tanking de forma evidente.

Claro que isso poderá gerar bastante discussão, já que provar intenção deliberada de perder continuará a ser algo bastante subjetivo.

Reforma válida até 2029

Se a proposta for aprovada pelos proprietários, o novo sistema ficará em vigor até 2029, altura em que poderá voltar a ser revisto.

A NBA tenta assim encontrar um equilíbrio:

  • evitar recompensar derrotas propositadas,
  • sem prejudicar equipas realmente em reconstrução.

Mas resta perceber se esta nova fórmula será suficiente para travar uma prática que continua profundamente enraizada na liga.

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