Free Agency começou forte: os melhores negócios das primeiras horas!

A NBA Free Agency 2026 arrancou oficialmente na terça-feira, às 18h00 de Nova Iorque, mas os contratos só podem ser assinados oficialmente a partir de 6 de julho. Até lá, falamos de acordos reportados, mas houve movimentos suficientes nas últimas horas para perceber quem começou melhor o mercado.

Entre renovações inteligentes, apostas de baixo risco e reforços cirúrgicos, estas foram algumas das melhores decisões das primeiras horas.

A bomba antes do mercado abrir: LeBron fora dos Lakers

Antes mesmo de a free agency começar oficialmente, a NBA já tinha a sua primeira grande história: LeBron James informou os Los Angeles Lakers de que não vai continuar na equipa em 2026/27 e que pretende jogar noutro destino na sua 24.ª época na liga. A notícia surgiu poucas horas antes da abertura do mercado.

O impacto foi imediato. LeBron passa a ser o maior nome disponível e transforma por completo a leitura do mercado. De repente, a free agency deixou de ser apenas sobre bons encaixes, contratos inteligentes e muito mais. Passou também a girar em torno de uma pergunta gigante: quem vai convencer LeBron James?

A saída também muda o cenário dos Lakers. Depois de vários anos com LeBron como rosto do projeto, Los Angeles entra numa nova fase, agora mais centrada em Luka Dončić e na necessidade de construir rapidamente um plantel competitivo à sua volta. A permanência de Austin Reaves, por isso, ganha ainda mais peso: sem LeBron, manter alguma estabilidade e poder ofensivo tornou-se essencial.

1. Bogdan Bogdanović nos Houston Rockets

Os Houston Rockets precisavam de lançamento, experiência e alguém capaz de sobreviver em contexto de playoffs. Bogdan Bogdanović encaixa exatamente nesse perfil.

O sérvio chega num acordo de um ano e traz uma carreira marcada pela consistência exterior: 38,1% de triplo em 6,3 tentativas por jogo. Para uma equipa jovem, física e com ambições de dar o próximo passo, é uma contratação simples, barata e extremamente lógica.

Os Rockets não precisavam de reinventar o plantel. Precisava de alguém que abrisse o campo e castigasse ajudas defensivas. Bogdanović faz isso desde o primeiro dia.

2. Luke Kennard nos Phoenix Suns

Poucas contratações fazem tanto sentido em termos de função como Luke Kennard nos Phoenix Suns.

Kennard vem de uma época em que liderou a NBA em percentagem de triplo, com 47,8%, e assinou por dois anos e 13 milhões de dólares, com opção de jogador no segundo ano. Foi a terceira vez que terminou uma temporada como melhor atirador da liga em percentagem de três pontos.

Num plantel que precisa desesperadamente de espaçamento, Kennard é quase uma garantia: não exige bola, não complica e obriga qualquer defesa a respeitar o perímetro.

3. Marcus Smart nos Houston Rockets

Os Houston Rockets não ficaram por Bogdanović. Pouco depois, avançaram também para Marcus Smart, num movimento que reforça claramente a identidade defensiva da equipa.

Smart chega como um veterano duro, competitivo e habituado a jogos grandes. Não é o jogador mais explosivo ofensivamente, mas traz exatamente aquilo que Houston precisava: liderança, defesa no ponto de ataque, intensidade e experiência nos playoffs.

A ligação com Ime Udoka também torna o encaixe ainda mais natural. Os dois trabalharam juntos nos Boston Celtics, e Smart conhece bem o tipo de exigência defensiva que o treinador quer implementar. Para um grupo jovem como o dos Rockets, ter um antigo Defensive Player of the Year no balneário pode ser tão importante como aquilo que ele oferece dentro de campo.

Com Bogdanović a acrescentar lançamento e Smart a trazer defesa, dureza e liderança, Houston começou a free agency com uma mensagem clara: vão dar tudo para chegar ao título!

4. Tim Hardaway Jr. nos Miami Heat

Os Miami Heat foram buscar uma solução imediata de pontuação exterior em Tim Hardaway Jr., num acordo de um ano avaliado em 6,5 milhões de dólares.

Hardaway Jr. marcou 13,5 pontos por jogo pelos Nuggets na última época, atuou em 80 encontros e terminou em terceiro na votação para Sixth Man of the Year. Para Miami, é uma aposta de baixo custo num jogador que pode dar minutos, triplos e criação secundária através do banco.

Não é uma estrela, mas é o típico movimento Heat: veterano útil, barato e pronto para competir.

5. Dean Wade nos Philadelphia 76ers

Os 76ers apostaram em Dean Wade com um contrato de quatro anos e 39 milhões de dólares. À primeira vista, pode não ser o nome mais chamativo, mas é exatamente o tipo de jogador que equipas competitivas procuram.

Wade oferece tamanho, defesa, lançamento e versatilidade. Na última época, lançou 36,2% de três pontos e terminou os playoffs com o melhor plus-minus dos Cavaliers, com +28.

Philadelphia precisava de alas funcionais. Wade não vai resolver tudo, mas encaixa como peça de rotação fiável.

6. Keon Ellis nos Brooklyn Nets

Os Brooklyn Nets garantiram Keon Ellis por dois anos e 18 milhões de dólares, um movimento discreto mas muito interessante.

Ellis teve médias de 8,3 pontos e 1,3 roubos de bola em 24,8 minutos na última época, além de ser um atirador de carreira com 40,7% de triplo.

Para uma equipa que está a tentar encontrar identidade, este é o tipo de jogador que vale o investimento: defende, lança e ainda tem margem para crescer.

7. Ousmane Dieng continua nos Milwaukee Bucks

Os Bucks seguraram Ousmane Dieng com um contrato de três anos e 17,5 milhões de dólares. Depois de chegar a Milwaukee, Dieng teve mais minutos, mais responsabilidade e mostrou sinais reais de evolução.

Na reta final da época, registou 11 pontos, 4,6 ressaltos e 3,6 assistências em 26,8 minutos por jogo, números que justificam uma aposta controlada.

Para uma equipa que precisa de juventude, pernas e contratos acessíveis, manter Dieng foi uma decisão inteligente.

8. Robert Williams III renova com Portland

A renovação de Robert Williams III com os Trail Blazers também merece destaque. O poste aceitou um acordo de três anos e 44 milhões de dólares para continuar em Portland.

Quando saudável, Williams continua a ser um poste com bom impacto defensivo: na última época fez 6,7 pontos, 7 ressaltos e 1,5 blocos em apenas 17,1 minutos por jogo.

É uma aposta com risco físico, claro. Mas se conseguir manter-se saudável, Portland segura um protetor de aro de alto nível por um valor aceitável.

Filipe Pereira

Alguém que é apaixonado pelo basquetebol e tudo aquilo que o envolve.

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