Porque Neemias recusa gastar 100 mil dólares para treinar com Hakeem Olajuwon

Neemias Queta, poste português dos Boston Celtics, prefere continuar a evoluir através do seu trabalho individual e do programa de desenvolvimento da equipa, em vez de pagar uma semana de treinos com Hakeem Olajuwon.

Qualquer poste da NBA sonharia em passar alguns dias ao lado de Hakeem Olajuwon para aperfeiçoar o seu jogo de costas para o cesto. Mas esse não é o caso de momento para Neemias Queta.

O internacional português garantiu que não está disposto a gastar os cerca de 100 mil dólares necessários para participar numa semana de treinos com a lenda dos Houston Rockets.

Uma resposta totalmente alinhada com a sua filosofia, mesmo depois de ter assinado recentemente um novo contrato.

“Sou forreta”

Numa entrevista ao jornal A Bola, Neemias Queta foi questionado sobre se o seu novo contrato de quatro anos, no valor de 56 milhões de dólares, tinha alterado a sua forma de encarar o dinheiro.

A resposta foi imediata.

“Sou forreta. Não, não gasto 100 mil dólares para treinar.”

O jornalista perguntou então se abriria uma exceção para Hakeem Olajuwon, conhecido por trabalhar com vários postes da NBA ao longo dos últimos anos.

A resposta manteve-se.

“Nem sequer com o Hakeem Olajuwon.”

Queta prefere evoluir com os Celtics

O poste português assegura, no entanto, que está a trabalhar intensamente em vários aspetos do seu jogo antes do início da nova temporada.

No plano defensivo, pretende tornar-se mais eficaz quando é obrigado a defender jogadores mais baixos após uma troca defensiva (switch).

Já ofensivamente, quer melhorar o seu controlo de bola, o jogo de costas para o cesto, o lançamento e o impacto global quando tem a bola nas mãos.

Para atingir esses objetivos, Queta prefere continuar a confiar no seu trabalho diário e no programa de desenvolvimento dos Boston Celtics, em vez de recorrer a treinadores particulares, por mais prestigiados que sejam.

A segurança acima do dinheiro

Neemias Queta falou também sobre a renovação de contrato que assinou recentemente com Boston.

Para o poste português, o fator financeiro nunca foi o mais importante.

“Para mim, o dinheiro não era o mais importante. O mais importante era saber que Boston acreditava em mim durante mais quatro anos.”

Depois de dar um importante salto qualitativo na última temporada, com médias de 10,2 pontos, 8,4 ressaltos e 1,3 desarmes de lançamento por jogo, o português considera que tem agora a estabilidade necessária para continuar a evoluir.

E, pelos vistos, sem precisar de gastar 100 mil dólares numa semana de treinos com Hakeem Olajuwon.

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