Entre vários nomes, aparece Neemias Queta
O “Most Improved Player” premia o jogador que mais evoluiu na NBA. Dentro de um extenso lote de candidatos, Neemias Queta faz para o seu nome surgir nestas conversas.

O prémio de jogador que mais melhorou de uma época para outra gera vários debates em torno da NBA. Os argumentos dispersam-se. Dyson Daniels, Tyrese Maxey, Lauri Markkanen e Ja Morant foram os últimos vencedores. De que modo se pode avaliar um candidato? Pela progressão. Mas há várias perspetivas desta tal progressão. Os nomes que mais se associam são geralmente jogadores que melhoram bastante os seus números individuais. No entanto, essa evolução estatística não quer dizer tudo, dependendo assim do contexto.
Por exemplo, jogadores de segundo e terceiro ano são menos abordados nesta premiação. Isto pode-se dever ao tempo de adaptação necessário para que a melhoria aconteça. O talento está lá, e é uma corrida contra o tempo, ou seja, a evolução ocorre naturalmente. Também há certos jogadores dos quais se vê capacidade ofensiva, e que dão esse salto estatístico devido a uma mudança de contexto. Mas este impacto não se traduz em resultados coletivos. Outros que acrescem as suas responsabilidades na equipa e correspondem com sucesso coletivo. Vamos a alguns exemplos ao redor da liga:
MICHAEL PORTER JR: (BROOKLYN NETS):

Após a troca que levou o extremo de 27 anos de idade dos Denver Nuggets para os Nets, este deu um grande salto ofensivo. Passou de uma média de 18.2 pontos por jogo para 24.2, no entanto, os seus minutos e eficácia diminuíram levemente. E a equipa de Brooklyn continua no fundo da tabela da NBA, tendo o terceiro pior recorde.
A sua participação no ataque aumentou, pois é o jogador com melhores características desse tipo no plantel, e assim a sua média de pontos marcados por jogo subiu. Esta capacidade de Porter Jr já era conhecida em Denver, e previa-se que a melhoria na estatística fosse acontecer. Aqui entra a questão se é favorito ao “Most Improved Player”.
Diria que é uma evolução normal e previsível. Numa equipa pior do que os Nuggets, sem pressão para vencer e com liberdade no ataque, assinala mais seis pontos de média do que a época passada.
JALEN JOHNSON (ATLANTA HAWKS):

Johnson é um caso interessante. Na sua quinta época de NBA, já vinha subindo de nível. Mas agora passou a liderar os Hawks, principalmente após a saída de Trae Young. A equipa luta por uma entrada no playoff diretamente, estando atualmente na sexta posição da Conferência Este. Ao contrário da época passada, quando foram ao play-in em oitavo e perderam os dois jogos.
Ficaram sem De´Andre Hunter, que à data da troca era um dos candidatos ao prémio de “Sixth Man of The Year”. Desde então chegaram jogadores como Kristaps Porzingis (já negociado por Jonathan Kuminga e Buddy Hield), Nickeil Alexander-Walker e CJ McCollum. Aos 24 anos de idade, Johnson está a provar que consegue comandar uma equipa, o que ajudou à saída de Trae.
Melhorou a sua pontuação e passou de cinco para oito assistências por jogo, traduzindo o impacto coletivo dentro de campo em números. Resumindo, saiu a principal referência e assumiu o leme. A equipa passa por grandes momentos de forma e conta com 14 vitórias nos últimos 16 jogos, com uma sequência de 11 vitórias seguidas no meio.
Estão bem encaminhados para um conjunto a ter em conta nos playoffs. Jonhson é o principal jogador e envolve os seus colegas rumo a vitórias.
DENI AVDIJA (PORTLAND TRAIL BLAZERS):

Quando chegou a Portland na offseason de 2024, mudou o papel que tinha nos Washington Wizards. Na segunda metade da temporada passada começou a mostrar uma evolução, e os Blazers passaram por bons momentos. Agora, tornou-se o motor ofensivo da equipa que vai disputar o play-in, diferente do 12º lugar na época passada.
O poderio do plantel não mudou muito, apenas a entrada de Jrue Holiday, negociado por Anfernee Simons. Tiago Splitter conseguiu envolver jogadores como Sidy Cissoko e Caleb Love. Para além da evolução de Donovan Clingan e as presenças de peças como Jerami Grant, Shaedon Sharpe e Toumani Camara.
Avdija aumentou as suas médias de pontos e assistências por jogo, numa temporada onde foi nomeado All-Star. Os Blazers voltam à pós-temporada depois da última presença em 2021. O jogador de 25 anos de idade é a maior valia que a franquia de Portland tem. Melhorou os seus números, impactou no coletivo, e tornou-se All-Star.

Deixo estes três exemplos, não faltando mencionar nomes como Jalen Duren, Nickeil Alexander-Walker e Ryan Rollins. Dentro do contexto onde um jogador revela capacidades novas e a um alto nível de competitividade e consistência contribuindo no sucesso coletivo, Neemias Queta surge como um possível candidato.
A temporada regular da NBA termina na madrugada do dia 13 de abril. Até lá, estas conversas aparecerão com mais frequência, e em breve saberemos o vencedor.


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