As vespas sem ferrão de Charlotte – Hornets, como é que chegamos aqui?

O “Como é que chegamos aqui?” é um espaço de análise semanal em que revemos alguns dos momentos que marcaram a última década de cada equipa.
Estes estarão ordenados não por importância, mas sim cronologicamente.
A segunda equipa da rubrica são nem mais nem menos que os ex-Bobcats: Charlotte Hornets.

Hornets, como é que chegamos aqui?

2010 – M. Jordan compra os Bobcats

Já acionista, MJ adquiriu em 2010 o que faltava para se tornar dono maioritário dos Charlotte Bobcats.
Nascido na cidade da equipa, o ex-Bulls decidiu tornar-se dono dos Bobcats, uma equipa na sua perdedora e em bastantes dificuldades, tornando-se o 1º ex-jogador a tornar-se dono de uma equipa na NBA.
No entanto, a mudança de dono não trouxe propriamente novos ares.
Uma gestão algo errada por parte de Jordan impediu que os Bobcats/Hornets pudessem entrar em definitivo na luta pelos últimos 2/3 lugares no playoff.
A trade de Wallace, o mau aproveitamento de picks no Draft (que já iremos ver) que começou ainda Jordan não era dono maioritário e a má gestão da equipa levou os Bobcats, futuros Hornets a temporadas menos positivas e a algumas deploráveis.

2011/2019 – Kemba Walker

Talvez um dos momentos mais positivos da década para a equipa das vespas.
Os Bobcats selecionam, com a 9ª pick o jogador Kemba Walker.
O PG tornar-se-ia na cara do franchise em pouco tempo, sendo All-Star nos últimos anos em Charlotte.
O seu melhor ano foi o último, com médias de 25.6 pontos, 5.9 assistências e 4.4 ressaltos, jogando todos os 82 jogos da temporada.
Em Charlotte, Kemba chegou a dois playoffs, sendo em 2014 varrido em 4 jogos e em 2016 em 7, ambos na primeira ronda.
Durante estes 11 jogos em “modo playoff” Kemba fez 21.5 pontos e 4.7 assistências, ambos por jogo.
Em 2017, 2018 e 2019 foi considerado All-Star e em 2019 entrou para a All-NBA Third Team.
Na offseason de 2019, Kemba assinou com os Celtics para colmatar a lacuna deixada por Kyrie.

2011/2012 – Pior época da história da NBA

A época 11/12 ficou marcada pelo lockdown que impediu de se jogar a temporada completa.
E sem se jogar a época completa, os Bobcats conseguiram a façanha de perder 59 jogos em 66 (7-59).
Nessa época nada correu bem e os Bobcats acabaram a época com 23 derrotas seguidas.
Bateram o record de menor percentagem de vitória de sempre: 0.106.
Nunca nenhuma equipa tinha sido tão má e, até agora ainda ninguém conseguiu igualar esse incrível feito.
Sem dúvida, o ponto mais baixo da década dos Hornets.

2014 – Regresso às origens

Em 2014 os Bobcats foram “erradicados” de Charlotte.
Jordan quis regressar às origens e os Charlotte deixaram de ser Bobcats e voltaram a ser Hornets.
A campanha “Buzz City” foi a campanha feita pelos Bobcats para cativar os fãs depois do rebranding.
As cores e equipamentos adotados foram semelhantes aos Hornets clássicos, o “Caroline blue”, o roxo e o branco.
O acontecimento só por si não alterou a qualidade da equipa nem a tornou uma contender. Nada disso.
Este rebranding deu uma nova cara a um franchise maioritariamente perdedor e à procura de uma nova vida.
Os Hornets atingiram os playoffs 1 vez depois de deixarem de ser Bobcats, em 2016.

2011, 2012, 2013, 2017, 2018 – “azares” no Draft

Se houve algo na qual os Hornets foram maus, então foi na escolha das picks do draft.
É verdade que anos após o draft acontecer é fácil perceber quem foi bem e mal sucedidos. No entanto, os Hornets conseguiram ter “azar” demasiadas vezes.

2011 – Embora neste ano não hajam muitas razões de queixa em relação à escolha dos Bobcats (escolheram Kemba com a 9ª pick), os Bobcats fizeram uma trade para ficarem com a 7ª pick: Bismack Biyombo.
Jogadores que não mereceram essa atenção por parte dos Bobcats no draft: Klay Thompson – 11ª pick; Kawhi Leonard – 15ª pick; Vucevic – 16ª pick.

2012 – Em 2011 só a trade por Biyombo foi descabida é certo, mas em 2012 já não foi bem assim.
Com a 2ª pick, os Bobcats não escolhem: Lillard – 5ª, Beal – 3ª, Drumond – 9ª.
Os Bobcats escolheram: Michael Kidd-Gilchrist que fez apenas duas épocas na NBA.

2013 – Com a 4ª pick os Bobcats escolhem Cody Zeller, deixando para as outras equipas: Giannis, Steven Adams, CJ McCollum, Dennis Schröder e Gobert.

2017 – 11ª pick foi sinónimo de Malik Monk para os Hornets.
Para além de Monk, a escolha dos Charlotte também foi sinónimo de deixar passar Donovan Mitchell e Adebayo.

2018 – Os Hornets têm a 11ª pick. Não será fácil arranjar um jogador de boa qualidade é certo.
No entanto, com a 11ª pick, Charlotte escolhe Shai Gilgeous-Alexander (que faria parte da 2ª equipa All-Rookie do ano). Atualmente titular indiscutível nos OKC a jogar +30 min por jogo.
O que é que os Hornets fizeram na noite do draft?
Enviaram Shai Gilgeous-Alexander para os Clippers em troca de Miles Bridges.

Em baixo, o quadro da informação resumida:

Assim vemos que para este franchise as noites de draft são dos principais motivos pelo qual a equipa não se encontra mais competitiva. Demasiados erros em demasiados drafts tornaram difícil os Hornets lutarem por algo mais que os lugares abaixo dos playoffs.

Deixe uma resposta

<--bit--><--ti-->