Brad Stevens admite mudanças e destaca evolução de Neemias Queta
Os Boston Celtics já começaram a preparar a próxima temporada após a desilusão sofrida nos playoffs. Depois de desperdiçarem uma vantagem de 3-1 frente aos Philadelphia 76ers na primeira ronda, a direção da equipa assumiu publicamente que serão necessárias mudanças no plantel.
Numa rara conferência de imprensa no Auerbach Center, o presidente das operações de basquetebol dos Celtics, Brad Stevens, foi bastante direto na análise à época e deixou claro que Boston precisa de melhorar, sobretudo no jogo interior.
“Uma das coisas que temos de perceber é como ter mais impacto junto ao cesto. Precisamos de acrescentar isso à equipa”, afirmou Stevens.
O dirigente lamentou especialmente a forma como Joel Embiid dominou a série, condicionando totalmente o ataque dos Celtics — sobretudo no Jogo 7.
Neemias Queta ganhou espaço, mas faltou consistência
Entre os temas abordados esteve naturalmente Neemias Queta, que assumiu um papel importante durante os playoffs. O poste português foi titular em todos os jogos da série, exceto no decisivo Jogo 7, e esteve mesmo na conversa para o prémio de Most Improved Player durante a fase regular.
Ainda assim, Stevens reconheceu que um dos maiores problemas foi conseguir manter Queta em campo devido às faltas rápidas.
“Sinceramente, uma das questões com o Neemi era perceber como mantê-lo em campo. Houve dois jogos em que saiu ao fim de quatro minutos”, explicou o dirigente.
Apesar dessas dificuldades, o internacional português terminou os playoffs com a melhor exibição da sua carreira na pós-temporada: 17 pontos e 12 ressaltos no Jogo 7 frente aos Sixers.
Mesmo na derrota, a prestação deixou sinais positivos dentro da organização.
“Foi bom ver o Neemi fazer o seu melhor jogo no Game 7. É algo a partir do qual ele pode crescer”, acrescentou Stevens.
Futuro de Queta parece seguro
Ao contrário de outros jogadores do setor interior, Neemias Queta deverá continuar em Boston na próxima temporada. O poste português tem contrato com opção da equipa e representa um custo reduzido no salary cap, algo importante numa equipa limitada financeiramente.
Já o futuro de Nikola Vučević é mais incerto.
O veterano montenegrino chegou aos Celtics em fevereiro, mas nunca conseguiu afirmar-se totalmente, em parte devido a uma fratura num dedo da mão que afetou o seu ritmo competitivo. Vučević participou em seis jogos dos playoffs, mas acabou fora da rotação no Jogo 7 devido às dificuldades defensivas frente a Embiid e à aposta em Queta.
Stevens deixou elogios ao profissionalismo do jogador:
“Tenho muito respeito pelo Vooch como pessoa e profissional. Foi muito importante no balneário.”
No entanto, sendo agente livre irrestrito este verão, a continuidade em Boston está longe de garantida.
Celtics querem dar o próximo passo
A eliminação frente aos Sixers deixou claro que Boston ainda não encontrou a fórmula ideal após várias mudanças importantes no plantel nos últimos anos.
Depois das saídas de Jrue Holiday, Kristaps Porziņģis, Al Horford e outros veteranos, os Celtics tentaram manter-se competitivos sem ultrapassar os limites financeiros da NBA.
Agora, Brad Stevens admite que a equipa precisa de evoluir.
“Há outro passo a dar. Seja da minha parte, da equipa técnica ou dos jogadores… todos temos de melhorar.”
E nesse processo, Neemias Queta parece ter garantido espaço para continuar a crescer dentro de uma das equipas mais ambiciosas da NBA.

