Nuggets, o problema que ameaça a sua temporada

Em desvantagem por 3-1 frente aos Minnesota Timberwolves, os Nuggets estão à beira da eliminação. E para lá do resultado, surge uma questão central: quem vai finalmente aparecer ao lado de Jokic e Murray?

Porque o problema está aí. Não nos produção dos dois jogadores, que continuam a preencher a folha de estatísticas. Jokic terminou com 24 pontos, 15 ressaltos e 9 assistências. Murray somou 30 pontos, 5 ressaltos e 5 assistências. Em teoria, é difícil apontar-lhes algo. Mas em campo, a sensação é diferente.

O jogo dos Nuggets — normalmente fluido, coletivo e baseado na ligação entre Jokic e Murray — começou a quebrar. A dupla continua a produzir, mas parece isolada, desligada do resto da equipa. As dinâmicas são menos naturais, as decisões menos claras e, sobretudo, o apoio à volta tornou-se preocupantemente inexistente.

Neste jogo 4, apenas mais um jogador ultrapassou os 10 pontos — e mesmo assim de forma discreta. O resto? Contribuições quase invisíveis, momentos em que alguns jogadores desaparecem completamente do ataque. Christian Braun, de quem se esperava consistência, não tem conseguido afirmar-se. O mesmo para Cameron Johnson, demasiado apagado.

E é aqui que está o verdadeiro problema.

Neste tipo de séries, são precisos jogadores de apoio. Elementos capazes de assumir responsabilidades em algumas posses, converter lançamentos difíceis e aproveitar os espaços criados pela defesa. Neste momento, Denver não encontra essas soluções.

Há oportunidades — contra-ataques, lançamentos de média distância, finalizações contestadas — mas esses lançamentos têm de entrar. Já não são extras: são essenciais. Quando se é um jogador importante na rotação, é preciso corresponder. E, até agora, isso não tem acontecido.

O contraste é ainda mais evidente porque os Timberwolves jogam com grande qualidade coletiva. Apesar das lesões de Anthony Edwards e Donte DiVincenzo, Minnesota mantém um basquetebol organizado, disciplinado e eficaz. O trabalho do treinador Chris Finch tem sido excelente, com ajustes constantes e uma gestão inteligente da equipa.

Também é verdade que os Wolves têm feito um excelente trabalho defensivo, com Rudy Gobert a impor um desafio físico constante. Mas mesmo assim, espera-se mais de Denver — uma resposta coletiva, iniciativa de outros jogadores.

Neste momento, a equação é simples: se Jokic e Murray não fizerem tudo, ninguém o fará. E isso é exatamente o que coloca os Nuggets em risco.

Ainda assim, a história recente mostra que esta equipa tem capacidade de reação. Já ultrapassou situações difíceis antes e ainda há margem, até porque Minnesota também está limitado por lesões.

Mas para aproveitar essa oportunidade, será preciso algo mais: um clique, uma reação. Um jogador que apareça. Um role player que assuma. Um terceiro — ou até quarto — elemento capaz de decidir um jogo.

Porque neste momento, a questão já não é tática. É simples: quem, em Denver, está disposto a dar o passo em frente?

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