Wembanyama e os Spurs nas Finais NBA: a incrível passagem!

Impulsionados por mais uma exibição sólida de Victor Wembanyama, por um coletivo que nunca vacilou e por alguns heróis inesperados, os Spurs venceram o Jogo 7 em Oklahoma City por 111-103 e garantiram um lugar nas Finais da NBA.

Onze anos depois da última presença nesta fase da competição, a equipa texana eliminou os campeões em título e interrompeu, pelo menos para já, aquilo que parecia ser o início de uma dinastia dos Thunder.

“Esta sensação não consigo explicar. É algo tão poderoso.”, confessou Wembanyama após o encontro.

O francês terminou com 22 pontos e 7 ressaltos, números relativamente modestos face ao impacto que teve ao longo de toda a final da conferência Oeste. Pouco depois, recebeu com justiça o prémio de MVP da série.

Os Thunder pressionaram, os Spurs resistiram

Ao contrário dos três jogos anteriores, decididos antes dos minutos finais, este Jogo 7 correspondeu às expectativas.

San Antonio assumiu cedo o controlo, chegou a liderar por sete pontos no primeiro período e foi para o intervalo com uma vantagem curta. Do outro lado, Shai Gilgeous-Alexander manteve Oklahoma City na luta.

O bicampeão MVP somou 35 pontos e 9 assistências, carregando praticamente sozinho a criação ofensiva da equipa, que sentiu bastante a ausência de Jalen Williams devido a uma lesão nos isquiotibiais.

À entrada para o último período, nada estava decidido. Os Spurs venciam apenas por 80-77. Mas sempre que os Thunder ameaçaram recuperar, San Antonio encontrou resposta e manteve o controlo da partida.

Julian Champagnie e Luke Kornet, os heróis improváveis

Julian Champagnie realizou um dos melhores jogos da sua carreira, terminando com 20 pontos e seis triplos convertidos. Sempre que os Thunder dobravam a marcação sobre Wembanyama ou De’Aaron Fox, Champagnie castigava.

O outro herói inesperado foi Luke Kornet.

A pouco mais de seis minutos do fim, Oklahoma City aproximou-se perigosamente. Numa transição que parecia resultar em dois pontos fáceis para Isaiah Hartenstein, Wembanyama estava sentado no banco com cinco faltas. Kornet apareceu do nada para realizar um desarme de lançamento monumental.

Não foi a jogada mais espetacular da série, mas poderá ter sido uma das mais importantes.

Uma equipa que está a queimar etapas

“Os jogadores fizeram aquilo que têm feito desde o início da época. Apareceram no maior momento.”, resumiu o treinador interino Mitch Johnson.

Os Spurs não venceram graças a um único jogador. Stephon Castle marcou 16 pontos, Fox acrescentou 15 apesar da limitação física no tornozelo, e Dylan Harper voltou a responder com 12 pontos e várias ações decisivas nos momentos importantes.

Ao longo destes playoffs, San Antonio mostrou que é muito mais do que uma equipa dependente de uma superestrela. Construiu um núcleo jovem e extremamente promissor: Wembanyama tem 22 anos, Harper 20, Castle 21, Champagnie 24 e Devin Vassell apenas 25.

Wembanyama segue os passos de Tim Duncan

O simbolismo é impossível de ignorar.

A última vez que os Spurs conquistaram o título foi liderados por Tim Duncan. No seu primeiro campeonato, em 1999, Duncan tinha 22 anos.

Vinte e sete anos depois, os Spurs regressam às Finais NBA para defrontar os New York Knicks. E Victor Wembanyama também tem 22 anos.

Esta série frente ao Thunder poderá ficar marcada como o momento em que o resto da NBA percebeu que San Antonio está muito mais avançado do que se pensava.

O primeiro sinal surgiu logo no jogo 1, quando Wembanyama assinou uma atuação histórica de 41 pontos e 24 ressaltos. Seis jogos depois, os Spurs concluíram o trabalho na casa dos campeões em título.

“Queremos mais quatro.”, avisou Wembanyama ao abandonar o campo.

Agora, os Spurs estão a apenas quatro vitórias do título NBA. E terão pela frente os Knicks numa final que poucos imaginavam no início da temporada: duas organizações históricas de regresso ao maior palco do basquetebol, lideradas por Victor Wembanyama e Jalen Brunson.

Deixe um comentário