Os 5 melhores jogadores estrangeiros esta época
Ao longo dos anos, vários foram os talentos oriundos de todas as partes do mundo que espalharam magia na NBA. Nesta temporada, foram inscritos na NBA 108 jogadores de origem estrangeira, provindos de 42 países diferentes.
Neste artigo, a NBA Portugal selecionou aqueles que, na nossa ótica, são os jogadores estrangeiros que se apresentaram a um maior nível na temporada 19-20, até ao mês de Março, altura em que a competição foi suspensa.
A escolha não foi particularmente fácil, e por isso, focamos a nossa seleção em critérios base como as estatísticas individuais, conjugadas com a influência dos jogadores mencionados no jogo da equipa, e por fim, o próprio registo coletivo das equipas onde atuam.
Ficam aqui as nossas escolhas:
- DOMANTAS SABONIS – LITUÂNIA
O extremo poste dos Indiana Pacers tem sido uma surpresa esta temporada, ao ser um dos jogadores mais influentes do conjunto de Indianapolis.
Trocado no ano anterior para Indiana, juntamente com Oladipo, quando os Thunder adquiram P.George na temporada 18/19, Sabonis demorou algum tempo a encontrar o seu conforto dentro da equipa dos Pacers. Jogando os Pacers com 2 postes, o lituano revelou um entendimento fantástico com o líder defensivo da equipa, Myles Turner, e conseguiu, de certa forma, contribuir muito para além do aspeto defensivo, uma vez que o jogador é dotado de ferramentas técnicas no seu jogo capazes de envolver os restantes colegas.
Subiu consideravalmente os seus números este ano, registando uma média superior a 18 PPG, 12.4 REB e 5 APG, e sendo uma arma fundamental no jogo coletivo dos Pacers, Sabonis acabou mesmo por estrear-se num jogo All-Star, ao representar a Team LeBron no último jogo das estrelas, vindo do banco. A primeira de muitas a continuar assim…

- BUDDY HIELD- BAHAMAS
O extremo base do conjunto californiano aproveitou a inexperiência do plantel dos Kings para ir assumindo o papel principal na equipa. Numa temporada onde Fox falhou vários jogos por lesão, cumpriu ao jogador natural das Bahamas carregar a equipa para as vitórias, sendo por causa da performance de Buddy que os Kings ainda tinham uma chance de lutar pelos playoffs, registando até à suspensão um recorde negativo de 28V-36D.
Hield estava a jogar nesta temporada o melhor basquetebol que já vimos na sua curta carreira. O jogador evoluiu imenso no último Verão, e tornou-se num dos maiores “scorers” da competição, que alia a bons registos de lançamento global uma enorme capacidade de tiro exterior, que culminou mesmo com a vitória no concurso de 3pts no último All Star Weekend.
O craque regista quase 20 PPG nesta temporada, e estava a lançar 43% de FG e 39 % de 3 pontos, que se revelam estatísticas de realce e o que fazem com que mereça a nossa atenção e escolha para a presente lista.

- DENNIS SCHRODER – ALEMANHA
O base alemão começou a sua jornada na NBA a representar os Atlanta Hawks. Na temporada passada temporada, mudou-se para Oklahoma, para fazer companhia a Chris Paul no comando do jogo ofensivo dos Thunder, e a escolha não poderia ter corrido melhor…
Schroder não pode ser considerado um verdadeiro playmaker, mas jogando ao lado de um dos melhores que a NBA já viu, como CP3, sendo uma alternativa na posição de base ou até mesmo alinhando como falso SG, o alemão parece ter encontrado o lar onde pode ser feliz e onde conseguiu realmente provar o seu valor, depois de anos de altos e baixos em Atlanta.
A sair do banco, revela-se um dos jogadores mais influentes desta temporada, pois é um jogador com uma vitamina extra e que é capaz de deixar nos minutos que tem em campo a sua marca, individual e coletivamente. A sua performance de alto nível faz com que Schroder esteja nas cogitações para ser eventualmente escolhido como o “Sixth Man of the year”
Tendo em conta que os Thunder respiram este ano um basquetebol de grande nível, muito pelo facto da contribuição do duo de bases que compõe o plantel, Dennis merece a menção dos nossos colaboradores para um dos jogadores a integrar a lista dos melhores estrangeiros.

- LUKA DONCIC – ESLOVÉNIA
Doncic tem-se apresentado nesta temporada a um nível acima da média, sendo apenas o seu segundo ano na NBA. O base, para além de registar números individuais excelentes, tem-se revelado um verdadeiro maestro do jogo coletivo dos Dallas Mavericks, sendo por isso considerado um verdadeiro líder, apesar da sua juventude.
Realisticamente, se Doncic não representasse a equipa texana, provavelmente viamos os Mavs a fazer tanking esta temporada. Isto diz-nos um pouco da enorme influência que o esloveno tem, criando logo impacto na competição a partir dos primeiros jogos, em 2018.
Os seus números são condizentes da sua influência: 28.7 PPG, 9.3 RPG, 8.7 APG- nada mais nada menos do que uma média próxima do triplo duplo. O jogador está na corrida pelo prémio de MVP, ainda que possa partir atrás de LeBron e Giannis, pelo facto de o recorde da equipa também ser tido em conta.

- GIANNIS ANTETOKOUNMPO- GRÉCIA
O grego já dispensa apresentações, sendo atualmente considerado um dos 3 melhores jogadores da liga.
A sua potência física, atleticismo, capacidade defensiva, de ressalto e de marcação de pontos fazem dele um jogador com várias armas no seu jogo. A única limitação evidente do jogador dos Bucks prende-se com a consistência no lançamento “médio” e de 3pts, algo que o grego tem de melhorar para se tornar o melhor jogador da liga.
Giannis é, ainda assim, considerado pelos analistas como o principal favorito a vencer o MVP, o que seria, nada mais nada menos, que o revalidar do título individual que havia vencido na temporada transata. O recorde magnífico dos Bucks(o melhor da competição), aliado aos números do extremo, poderão encerrar a discussão da entrega do prémio.
Os seus números nesta temporada são os seguintes: 29.6 PPG, 13.7 RPG e 5.8 APG, lançando 55% de campo- FG.
Pela sua influência e evolução exponencial ao longo dos últimos anos, consideramos que Giannis merece o nosso crédito e deve ser hoje encarado como o melhor jogador estrangeiro a alinhar na liga de basquetebol norte americano.

São estas as escolhas da NBA Portugal, qual a vossa opinião?

