Faz sentido a excepção nos 65 jogos

A NBA tomou uma decisão num caso sensível à medida que se aproxima a entrega dos prémios individuais. Luka Dončić e Cade Cunningham serão, de facto, elegíveis para as distinções de fim de temporada, apesar de não terem atingido o mínimo exigido de 65 jogos.

Os dois jogadores disputaram 64 partidas cada — uma a menos do que o limite estabelecido pela liga para concorrer aos principais prémios (MVP, All-NBA, etc.).

Inicialmente, esta regra foi criada para impedir estratégias de load management (gestão de esforço), mas rapidamente mostrou limitações perante certas situações excecionais.

Foi precisamente neste ponto que as equipas de Dončić e Cunningham basearam os seus argumentos. Ambos apresentaram um “Extraordinary Circumstances Challenge” (recurso por circunstâncias extraordinárias), que acabou por ser aceite após análise independente. No caso do esloveno, as ausências deveram-se, entre outros motivos, a uma lesão nos isquiotibiais e a uma viagem à Eslovénia para o nascimento do filho. Já Cunningham sofreu uma lesão no final da temporada, além de outros problemas físicos menores.

Esta decisão abre assim a porta para a presença das duas estrelas nas equipas All-NBA, e até na corrida ao MVP, tendo em conta as suas temporadas muito consistentes.

Mas também reacende o debate sobre a coerência da regra. Anthony Edwards, que também ficou abaixo do limite (61 jogos), viu o seu pedido rejeitado, o que alimenta críticas sobre um tratamento considerado desigual.

Pensada para reforçar a credibilidade dos prémios, a regra dos 65 jogos está agora no centro de uma nova controvérsia. Entre a lógica regulamentar e a consideração do contexto, a NBA parece ainda procurar o equilíbrio ideal.

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