Cooper Flagg não brilhou, mas deixou claro porque é um fenómeno!

A nova estrela de Dallas somou 10 pontos, mas brilhou pela entrega, leitura de jogo e… um bloqueio decisivo nos segundos finais

A estreia de Cooper Flagg na Summer League da NBA esteve longe de ser limpa ou exuberante. Com 5 em 21 nos lançamentos de campo, 0 triplos convertidos e visível dificuldade em encontrar ritmo ofensivo, seria fácil rotular o jogo como uma desilusão. Mas Flagg não é um jogador qualquer, e a sua estreia pelos Dallas Mavericks foi tudo menos silenciosa.

“Provavelmente foi um dos piores jogos da minha vida. Mas vencemos, e isso é o que realmente importa”, afirmou o jovem de 18 anos após a vitória dos Mavs por 87–85 frente aos Lakers.

Apesar da fraca eficácia no lançamento, Flagg registou 6 ressaltos, 4 assistências, 3 roubos de bola e um desarme de lançamento crucial nos segundos finais, negando o cesto ao antigo colega de Duke, DJ Steward, e preparando o terreno para o triplo vitorioso de Ryan Nembhard.

Muito mais do que os números

Quem viu o jogo percebeu rapidamente que a folha estatística não faz justiça à exibição de Flagg. A calma com que enfrentou pressão defensiva total-campo, as decisões inteligentes com bola e o esforço constante em ambos os lados do campo deixaram claro porque é que Jason Kidd quer dar-lhe liberdade como point-forward já nesta época.

“Ele faz a jogada certa, sempre. Mesmo quando as coisas não correm bem no ataque”, disse Josh Broghamer, treinador dos Mavericks nesta Summer League.

Jason Kidd: “A sua maturidade aos 18 é inacreditável”

O treinador principal dos Mavs tem acompanhado tudo de perto e, apesar dos erros, elogiou a estreia do rookie.

“Ele vai cometer erros. Todos cometemos. Mas a maturidade e capacidade de decisão dele aos 18 anos é inacreditável”, declarou Kidd à ESPN.

Parceria promissora com Nembhard

Se houve destaque positivo no ataque, foi a ligação entre Flagg e Ryan Nembhard. O base, que terminou com 21 pontos e 5 assistências, beneficiou da atenção defensiva gerada por Flagg e elogiou a inteligência do novo colega:

“Ele atrai tanta atenção que ajuda os outros a terem melhores lançamentos. É super altruísta. Tudo o que quer é ganhar”, disse Nembhard, que agradeceu o passe decisivo de Flagg antes de marcar o triplo da vitória.

Lições rápidas e humildade

Flagg reconheceu que ainda está longe da melhor forma física, após o longo processo pré-draft, e está a adaptar-se à nova realidade:

“É muito diferente do que vivia na universidade. O ritmo, o espaço, a fisicalidade… é tudo diferente. Mas os Mavericks estão a dar-me liberdade para experimentar e crescer. E eu sinto essa confiança.”

O que ficou por mostrar… e o que ficou claro

Apesar da má percentagem de lançamento, Flagg demonstrou agressividade, vontade de liderar e capacidade de impacto sem precisar de marcar muitos pontos. Jogou 32 minutos, tentou nove lançamentos no primeiro quarto, empurrou contra-ataques e não fugiu das responsabilidades.

“Não estou preocupado, mas também não estou satisfeito. Tenho muito para melhorar. Mas o importante era começar com uma vitória”, concluiu.

Os Mavericks voltam a jogar esta sexta-feira frente aos Spurs, e Cooper Flagg terá nova oportunidade para mostrar que, mesmo sem show, há algo de especial na sua forma de estar em campo.

Filipe Pereira

Alguém que é apaixonado pelo basquetebol e tudo aquilo que o envolve.

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