Como os Miami Heat derrotaram os Boston Celtics
Depois de um jogo 1 dominador por parte dos Boston Celtics, muitos apostaram numa série de 4 jogos para os Celtics, mas os Miami Heat voltaram no jogo 2 e derrotaram os muito favoritos Celtics. Como é que o fizeram?
Mesmo com Jimmy Butler e Terry Rozier, os Boston Celtics seriam favoritos para eliminar os Miami Heat. Porém, sem estes, o mais provável seria que os Miami Heat não conseguiriam ganhar sequer um jogo mas fizeram-no, ainda mais em Boston. Neste artigo estão alguns dos segredos de como o fizeram e se é sustentável para futuros jogos.
Trocas, trocas, trocas
Em relação ao jogo 1, os Miami Heat tiveram uma abordagem muito mais clara na defesa, trocar em todas as situações e aceitar os match-ups que fossem acontecer. Com um 5 de Nikola Jovic, Jaime Jaquez Jr, Bam Adebayo, Tyler Herro e Caleb Martin, defensivamente há apenas um aparente elo fraco, Herro e apenas um match-up mau para os Heat, trocas com Kristaps Porzingis.
Herro ficou sempre apenas com Jaylen Brown o que combinado com o limitado dribble de Brown e algumas vezes visão de túnel, Herro fez um trabalho excelente em Brown e nunca tendo sido feito ajudas quando estavam 1 para 1.
Em relação a Porzingis, este foi incapaz de tomar partido das trocas e em muitas situações, os Heat também não ajudaram e limitaram-se a defender 1 para 1 mesmo com a diferença de tamanho.
Deste tema,apenas Kristaps pode ser mais eficiente que neste jogo, de resto, esta abordagem parece sustentável por ser mais clara de agressiva, permite uma limitação dos lançamentos abertos e mesmo Kristaps tem uma defesa muito aproximada, mesmo com um defesa bem mais baixo.
Lançar sem hesitação
Também ao contrário do jogo 1, os Miami Heat tomaram uma abordagem bem mais clara e direta. Independentemente do lançador, assim que o lançamento exterior estiver aberto, lançava. E a verdade é que resulta. Todos os jogadores da NBA minimamente de lançar mais de 30% de triplos na época regular numa quantidade aceitável, acertarão os lançamentos abertos e numa percentagem extremamente alta se a confiança e a luz verde for dada e foi isso que Coach Spo fez.
Fosse Highsmith, Caleb Martin, Herro ou qualquer outro, assim que tivesse uma vista limpa para o cesto, lançavam. E uma das equipas que permite mais lançamentos de 3 na liga este ano, foram os Boston Celtics. Foram a quarta equipa que permitiram mais triplos por 100 posses, 37.2 triplos por jogo e contra os Miami Heat, nos 3 jogos, sobe para 40 por 100 posses. Erik Spolestra tomou partido disto e fez com que lançassem em todas as situações que estivessem abertas. Explorou o que a defesa dos Celtics e Mazzula dão tipicamente aos Heat e fizeram o melhor possível.
Também é uma medida sustentável pois os Celtics não devem limitar a quantidade de triplos nos futuros jogos pois num ataque tão bem oleado como o dos Heat em termos de movimento, se Porzingis estiver longe do cesto, pode dar lugar a demasiados cortes para o cesto sem qualquer luta.
Leitura de jogo de Tyler Herro
Talvez a medida mais difícil de prever ou talvez apenas uma capacidade que Herro escondeu até agora. Apesar de ter sempre mostrado boas leituras, neste jogo Tyler Herro leu o jogo de forma perfeita. Se os Celtics defendiam em drop, Herro não hesitava e lançava. Se recebia dois jogadores, rapidamente identificava o jogador aberto e passava. Se os Celtics trocavam e davam um match-up vantajoso para um dos jogadores, passava à primeira oprtunidade, entre outros. Uma leitura de jogo maravilhosa de Herro que não dá para prever se foi apenas uma situação ou simplesmente um crescimento de Herro.
Aumentar ao máximo as situações de isolação dos Boston Celtics
Por muito tempo e este ano não foi tanto tema, os Boston Celtics foram criticados pela falta de soluções em jogos apertados e o que Spo fez foi abordar o jogo como se tal fosse a situação, todo o jogo com defesa que exigia a criação em Isolação. Ao trocar em quase todas as situações e deixar o 1 para 1, os Heat maximizaram as situações de isolação dos Celtics. Com isto, limitaram muito o movimento da bola e dos cortes fora de bola, expondo a principal fraqueza do ataque histórico desta época.
Mais uma medida que parece sustentável.
Conclusão
Alguns dos ajustes que Spo fez mais alguns não mencionados faz com que esta série possa ser ainda mais longa que 5 jogos. Vale o génio de Erik Spolestra que ano após ano, mostra ser o melhor treinador em ativo de momento.
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