As maiores histórias por resolver da época 2019/20 – Parte 4

A época da NBA está suspensa por tempo indeterminado e, com ela, todas as esperanças, dúvidas e expetativas que poderíamos ter. É cruel que, uma das épocas mais atrativas da última década, tenha sido cortada com a Pandemia que assola o Mundo.

Poderemos nunca ter um fim para esta época e, assim, a resposta ás nossas maiores dúvidas e curiosidades que ainda se iriam desenrolar. Existiam tantas histórias durante esta época, tantas apostas nas equipas para lutar pelo título, tantas surpresas que estavam a acontecer, pelo que vamos esmiuçar 5 das maiores histórias que ficaram, até ao momento, por resolver, num artigo dividido em 5 partes.

O tudo por tudo dos Clippers

Mesmo com os Bucks a terem uma temporada que previa chegarem ás 67 vitórias, os Clippers mostraram que, em máxima força, eles podiam ser perigosos como qualquer candidato ao título. Os Clippers andaram a época toda por baixo dos radares porque lhes apeteceu. Eles deram a Paul George todo o tempo que ele quis para recuperar da cirurgia ao ombro e acomodaram Kawhi Leonard ao “(load) management” até ao último detalhe. Apenas o Leonard ultrapassou os 32 minutos por jogos neste plantel. A indiferença que a equipa olhou para a época regular resultou a que não fossem a equipa dominante que muitos previam no início da mesma, no entanto seriam dos principais favoritos a conquistarem o título.

Quando a temporada foi suspensa, a equipa de LA tinha acabado de colocar uma velocidade mais alta. Nas últimas 3 semanas da época, os Clippers mostraram o quão dominantes e focados podiam ser com um registo de 7-2 e com o melhor “net rating” – de longe – desde o All Star.

Os Clippers estavam 24-8 quando Leonard e PG jogavam, marcando, em média, mais 10 pontos por 100 posses quando partilhavam o campo. Se a época terminar assim, os Clippers terão o 2º melhor ataque da liga e estarão no top 5 da melhor defesa.

Esta equipa foi construída a pensar apenas nos vários desafios que teriam nos playoffs. Leonard é daqueles marcadores que qualquer candidato precisa e quer ter, resolvendo jogos com momentos de inspiração, enquanto Paul George é um excelente “two way player” que parece não ter pontos fracos. Com Marcus Morris e Lou Williams com papéis auxiliares, esta equipa nunca teria problemas em criar os seus lançamentos. Os Clippers têm um plantel extenso e mais do que uma opção nele para assignarem defensores ao LeBron James e Lukas Doncic, com versatilidade para defender equipas altas como os Lakers ou baixas como os Rockets.

Se eles pareceram estar a passear num cruzeiro durante a época regular, é porque já sabiam o que lhes podia esperar nos Playoffs.

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