NBA com a EuroLeague? Projeto radical em cima da mesa

O projeto europeu da NBA poderá provocar uma reformulação muito mais abrangente do basquetebol no continente. É, pelo menos, essa a interpretação de Makis Angelopoulos, proprietário da AEK Atenas. Em declarações reproduzidas pelo Sport24, o dirigente grego afirma que foi apresentada uma proposta à EuroLeague.

«Existe, de facto, uma proposta da NBA à EuroLeague. Essa proposta passa por uma absorção. Uma fusão e uma absorção. A eliminação da EuroLeague. Todas as equipas vão para a BCL.»

Este cenário é, para já, aquele que Angelopoulos descreve, e não um acordo anunciado entre as duas organizações. O presidente da AEK considera, aliás, que uma operação desta dimensão iria necessariamente alterar o calendário previsto para o projeto.

«Se este cenário se concretizar, haverá um atraso. Não pode ser feito num ano. É por isso que penso que um eventual acordo irá atrasar os investimentos.»

A NBA mantém publicamente o objetivo de lançar a competição em outubro de 2027. As informações anteriores apontavam para uma competição com 16 equipas, incluindo 12 participantes permanentes e quatro vagas atribuídas anualmente através de qualificação.

Angelopoulos descreve, por sua vez, um sistema que manteria duas vias de acesso desportivo, através da Basketball Champions League (BCL) e dos campeonatos nacionais, bem como um aumento progressivo do número de licenças.

«A NBA dá-vos 25% de hipóteses de qualificação. Há duas vias: a BCL e os campeonatos nacionais. Todas as equipas receberão a mesma quantia.»

«A NBA vai atribuir 12 licenças. No final do terceiro ano, atribuirá mais três e, depois, outras três no final do sexto ano. O número ficará, portanto, fixado em 18.»

O dirigente acompanha esta apresentação com uma crítica particularmente dura ao funcionamento da EuroLeague, que acusa de prejudicar os restantes intervenientes do basquetebol europeu.

«A EuroLeague é a própria definição de concorrência desleal na Europa. Não deixam ninguém respirar.»

Para ilustrar a sua posição, Angelopoulos recordou as negociações em que a AEK participou depois da sua passagem pela EuroCup. Segundo o dirigente, o papel dos campeonatos nacionais no calendário acabou por ser um ponto de rutura.

«Jogámos uma época na EuroCup e depois discutimos o projeto numa reunião em Barcelona. Queriam que os jogos da EuroLeague e da EuroCup fossem disputados nos horários nobres do fim de semana e que os jogos dos campeonatos nacionais fossem transferidos para terça e quarta-feira, de forma a gerar 35 milhões de euros.

Era o nosso principal ponto de desacordo e levantei-me para sair. Essa era a lógica da EuroLeague: desmantelar os campeonatos nacionais por 35 milhões de euros.»

Em contrapartida, considera que «a NBA chega para libertar um potencial comercial».

Está prevista para 5 de outubro, no Lago de Como, em Itália, uma importante reunião dos acionistas da EuroLeague. A proposta da NBA e o futuro da competição deverão estar entre os temas em discussão.

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