Os jogadores que vão definir a época da equipa – Parte 2

A temporada da NBA começa dentro de poucas semanas e estes são os jogadores que podem fazer a diferença nas respetivas equipas.

Minnesota Timberwolves: Jonathan Kuminga

Minnesota já não tem propriamente um tradicional 4 depois das saídas de Julius Randle e Naz Reid. A posição deverá, por isso, ser ocupada por Jonathan Kuminga, contratado já numa fase tardia da offseason. O antigo jogador dos Warriors e dos Hawks garante que chega com o objetivo de ser um jogador consistente e disposto a cumprir as suas funções, algo que nunca quis verdadeiramente assumir em Golden State.

Se jogar como fez no início da época passada, atenção aos Wolves.

Brooklyn Nets: Egor Demin

É difícil perceber quem será realmente o elemento determinante da época dos Nets. Por isso, mais vale apostar num jovem.

New York Knicks: Andre Drummond

Os New York Knicks vão manter praticamente todos os jogadores da rotação da equipa que acabou de conquistar o título. Dez dos 12 jogadores que somaram mais minutos ao longo da época vão continuar no plantel na noite de abertura. As duas ausências são Mitchell Robinson, que teve um papel fundamental para que os Knicks fossem uma das equipas mais físicas da liga, e o seu suplente, Ariel Hukporti.

Para compensar estas saídas, os Knicks contrataram na free agency o experiente Andre Drummond. Drummond pode ter perdido espaço na NBA, mas encontrou uma forma de continuar a contribuir, com minutos pontuais, em equipas competitivas durante a segunda fase da sua carreira.

Este é um risco calculado que os Knicks estão a assumir — e terá de resultar, porque a equipa não tem propriamente um bom plano alternativo caso a aposta não funcione.

Orlando Magic: Anthony Black

Que Anthony Black veremos esta época nos Magic? O jogador que, durante algum tempo, foi o melhor jogador da equipa em campo? Ou aquele que teve alguns momentos menos conseguidos?

A resposta a essa questão poderá determinar as verdadeiras possibilidades de Orlando, uma equipa talentosa, mas que, no fundo, não está assim tão bem construída.

Black está no último ano do contrato, o que poderá servir de motivação adicional.

Philadelphia 76ers: VJ Edgecombe

As chegadas de LeBron James e Jaylen Brown deverão, à partida, empurrar VJ Edgecombe para o banco. Mas o sophomore terá muitos minutos e poderá até terminar alguns jogos em campo.

Cabe-lhe encontrar novas formas de ter impacto no jogo. Se conseguir fazê-lo, seja como criador a partir do banco, através do movimento sem bola, do lançamento, dos ressaltos ou da defesa, os Sixers serão uma equipa assustadora.

Phoenix Suns: Khaman Maluach

A lesão de Mark Williams abre espaço na área pintada dos Suns no início da época. Khaman Maluach esteve bem na Summer League e a sua evolução é um dos fatores que poderá permitir a Phoenix manter-se entre o 8.º e o 10.º lugar da Conferência Oeste.

A equipa do Arizona já não terá o fator surpresa. Mas o sul-sudanês poderá revelar-se.

Portland Trail Blazers: Damian Lillard

A época dos Blazers dependerá, em parte, do nível apresentado por Damian Lillard no seu grande regresso após a lesão.

O antigo All-Star não jogou na época passada e terá agora o desafio de recuperar de uma rotura do tendão de Aquiles aos 36 anos.

Se estiver sequer a 80% do seu melhor, Portland voltará a disputar os Playoffs. É, naturalmente, um enorme «se».

Sacramento Kings: Darius Acuff

Há quem pense que Darius Acuff pode discutir o prémio de Rookie of the Year com AJ Dybantsa, Cam Boozer, Darryn Peterson e companhia. E talvez não estejam enganados.

Se o jovem base se afirmar como uma futura estrela, haverá pelo menos algum motivo para entusiasmo e alegria em Sacramento.

San Antonio Spurs: Dylan Harper

Seja aceitando sair do banco ou tornando-se tão bom que será impossível não o colocar no cinco inicial, Dylan Harper deverá necessariamente determinar o teto competitivo dos Spurs na sua segunda época na NBA.

Confirmar o nível apresentado é muitas vezes a parte mais difícil. E apesar de o jovem ter brilhado nos Playoffs, nada garante que será ainda melhor nos próximos meses.

Mas, se isso acontecer, San Antonio poderá assumir-se como um dos principais candidatos ao título.

Utah Jazz: Ace Bailey

A sua época de rookie foi discreta, mas positiva, apesar das lesões. Ace Bailey pode ser a ligação entre o frontcourt recheado e o explosivo backcourt dos Jazz.

Mas terá de conseguir contribuir para além da pontuação. Será já capaz de o fazer?

Washington Wizards: Kyshawn George

Um jogador muitas vezes esquecido, mas bastante útil, mesmo numa equipa de baixo nível. Kyshawn George merece minutos e a bola nas mãos.

Mas terá essas oportunidades com Trae Young, Anthony Davis, AJ Dybantsa e Alex Sarr ao seu lado?

O canadiano-suíço é o verdadeiro «canivete suíço» perfeito para esta equipa de Washington.

Toronto Raptors: Collin Murray-Boyles

Os seus Playoffs, com 14 pontos de média, deixaram a ideia de que Collin Murray-Boyles poderá ter um potencial maior do que aquele que inicialmente se esperava.

Se der efetivamente um salto qualitativo, os Raptors deverão apontar ao top 5 da Conferência Este, mesmo que Kawhi Leonard possa estar ausente em alguns momentos.

Memphis Grizzlies: Karim Lopez

Frequentemente apontado como uma escolha de top 10, Karim Lopez caiu até à 21.ª posição na noite do Draft. Talvez injustamente.

Se mostrar que vale mais do que essa posição indica, o mexicano poderá ajudar os Grizzlies a evoluir. É uma equipa que não deve ser completamente subestimada.

Não vão ganhar 40 jogos, mas também não se deverão contentar com apenas 20 vitórias.

Charlotte Hornets: Coby White

Na época passada, o cinco inicial dos Charlotte Hornets (LaMelo Ball, Kon Knueppel, Brandon Miller, Miles Bridges e Moussa Diabate) teve o segundo melhor diferencial de pontos entre todas as formações que jogaram pelo menos 300 minutos juntas em situações de jogo competitivo.

As únicas diferenças são que Naz Reid substitui agora Bridges e possívelmente Coby White assume o lugar de Ball.

White sempre foi um jogador ofensivamente forte quando analisamos os seus números por posse. Mas White nunca teve até agora o volume de utilização que deverá ter na próxima época. Mas será White capaz de manter os Hornets entre as melhores equipas ofensivas da NBA?

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