Porque o regresso de Paul George é mau para os 76ers

O regresso iminente de Paulo Jorge, ausente desde o início da temporada após um procedimento médico ao joelho, deveria dar um impulso aos 76ers. No entanto, hoje há mais questões do que respostas.

George não jogou uma única partida até agora. Mas os 76ers anunciaram que entrou na “fase final do seu regresso à competição” e que seria reavaliado esta semana.

Em teoria, tudo parece lógico. Paul George é nove vezes All-Star, quatro vezes All-Defense, e a sua vinda para apoiar Tyrese Maxey e Joel Embiid fez sentido. Mas a realidade é bem diferente. Na temporada passada, o trio PG/Maxey/Embiid jogou pouco (294 minutos) e teve apenas um registo de 7 vitórias e 8 derrotas.

Durante a ausência de George, os 76ers começaram com um surpreendente 7-4, adotando um modelo jovem, dinâmico e coletivo, centrado em Maxey. Joel Embiid é limitado em minutos e parece mais um “bónus”.

A questão é, como e para qual papel trazê-lo de volta. Com quase 36 anos, com um grande contrato (4 anos por 212 milhões), um histórico impressionante, mas também com um histórico assustador de lesões e uma queda real na produção, PG parece ser uma ameaça para certos analistas. Uma má integração poderia simplesmente desequilibrar o colectivo que funciona muito bem hoje.

Tyrese Maxey precisa da bola para brilhar e tirar o melhor proveito desta equipa.

Mas o problema também existe para outros jogadores. O tempo de jogo de todos pode ser prejudicado. A chegada de George poderia, por exemplo, baixar jogadores como VJ Edgecombe, o rookie, ou  Watford, que ganhou responsabilidade nesta temporada. O desafio é equilibrar ambições individuais e dinâmica de equipa.

Além disso, os 76ers tiveram um desempenho melhor nesta temporada quando deixaram Embiid numa “função secundária” em vez da sua primeira opção. A mesma abordagem é recomendada para George. Se couber como peça complementar (defesa + espaçamento) pode funcionar.

Podemos traçar um paralelo com os casos passados de Carmelo Anthony ou mesmo Russell Westbrook, estrelas que se recusaram sair do banco e abrir caminho para a nova geração em questões de ego ou estatuto.

O regresso de Paul George é esperado, mas longe de ser uma simples boa notícia. Para os Sixers, o desafio é integrá-lo sem quebrar o que já funciona. Uma má gestão pode transformar um ativo num obstáculo.

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