O impacto que Trae Young pode ter nos Washington Wizards
Esta madrugada ficou marcada na NBA pela concretização de uma troca que se adivinhava nos últimos dias em redor da liga: Trae Young para os Washington Wizards por CJ McCollum. O jogador de 27 anos já tinha manifestado a intenção de abandonar os Atlanta Hawks e a equipa da capital era o seu destino de eleição.
O “divórcio” entre Atlanta Hawks e Trae Young, que tem sido a estrela da companhia nas últimas 7 temporadas, estava anunciado ainda no início da temporada. O jogador estava desmotivado com o panorama da franquia e viu a sua importância ser reduzida no decorrer da época passada e no início da d atual, com jogadores como Jalen Johnson a assumir as rédeas do conjunto.
A troca para os Washington Wizards, que já tinha sido manifestado como destino de eleição para Young, ficou confirmada esta madrugada, com os Hawks a receberem CJ McCollum e Corey Krispert no pacote pelo base. Resta saber o que pode Trae Young fazer ao serviço dos Wizards, uma equipa que não chega aos playoffs da NBA desde 2020-21 e que tem passado as últimas temporadas no fundo da conferência Este.
Os Wizards e Trae Young
Vários rumores no mundo da NBA sugerem que a continuidade do jogador no conjunto de D.C não é garantida e que a ida para Washington pode apenas ser uma jogada de Trae Young para voltar aos seus melhores dias e procurar outro destino. Nos Wizards, o base vai encontrar uma equipa que está longe da corrida pelos playoffs, no 14º lugar da conferência Este com um registo de 10 vitórias e 26 derrotas, mas onde pode criar um impacto e ser “dono e senhor” de uma reviravolta nas expetativas dos adeptos.
Trae Young foi líder da liga em assistências na temporada passada, algo que pode combinar perfeitamente com um “big man” como Alex Sarr. O francês de apenas 20 anos tem demonstrado melhorias relativamente à temporada passada, com 17 pontos, 7.8 ressaltos e 2.4 desarmes de lançamento por jogo e é o jogador ideal para combinar com Young no “pick and roll” e aumentar a sua produtividade ofensiva. O gaulês será certamente um dos grandes beneficiados da transferência de Young para os Wizards e as suas estatísticas deverão aumentar significativamente, firmando-o como um dos melhores postes emergentes na NBA.

O núcleo da equipa de Washington é essencialmente constituído por jogadores com características sólidas defensivamente, mas sem capacidade para produzir eficazmente a nível ofensivo. Um dos exemplos é Bilal Coulibaly, outro jogador de origem francesa que tem potencial para se tornar num “two-way player” importante na liga mas não tem conseguido igualar o seu jogo ofensivo às suas capacidades no eixo defensivo. A diferença em ter Trae Young na equipa será certamente a criação de oportunidades para vários jogadores como Coulibaly, que com a eficácia certa na linha de três pontos podem sustentar um sistema que se torne vencedor.
Kyshawn George é outra das promessas na equipa de Washington, que já atuava na “sombra” de CJ McCollum e contém bons números no lançamento de três pontos, a par de Bub Carrington, base de apenas 20 anos que poderá aproveitar a experiência de Trae Young para crescer enquanto jogador e tornar-se num armador consistente.

Os Washington Wizards possuem um plantel com potencial jovem e outras peças interessantes, como o experientíssimo Khris Middleton ou outro dos “role players” emergentes da equipa, Justin Champagne. A presença de Trae Young poderá ser uma alavanca para desbloquear o potencial de uma equipa que tem tido ausência de uma liderança certa, com um base que tenha uma mentalidade diferente de um CJ McCollum ou até mesmo de Jordan Poole, se quisermos recuar mais um pouco na história recente da franquia.
A desvalorização que tem sido feita nos últimos tempos a Trae Young em torno da liga e na estrutura dos Atlanta Hawks, que não exigiram sequer uma escolha de primeira ronda na troca de um dos melhores bases da NBA, será certamente um fator que alimenta o jogador para voltar a provar porque é uma superestrela e se o plantel dos Wizards estiver preparado para isso, poderá aproveitar a presença do jogador. Numa equipa que apesar dos problemas defensivos, peca essencialmente no ataque, o encaixe de Young tem tudo para ser o necessário para dar uma reviravolta na temporada de Washington e quem sabe, numa conferência Este pouco competitiva, conseguir colocar os adeptos da equipa a sonhar com um regresso aos playoffs.
Ao final do dia, estamos a falar de um base que liderou uns meros Atlanta Hawks a finais de conferência e que já teve médias de 28 pontos por jogo na NBA. Os Wizards pagaram um preço barato por aquele que pode ser o jogador que virá revolucionar o franchise.

