O balanço da primeira noite dos rookies

Os principais rookies tiveram sortes diferentes na sua estreia na NBA, de Yaxel Lendeborg a Caleb Wilson.

Darryn Peterson (Utah Jazz, 2.ª escolha)

O talento é inegável, visível, mas Peterson foi… tímido? Sem querer chamar demasiado as atenções, o jovem procurou jogar para a equipa. Uma equipa que, por sinal, estava a deixar escapar o jogo. Terminou com 9 pontos, convertendo 3 dos 7 lançamentos que tentou, além de 4 ressaltos e 3 assistências.

Não esteve mal, mas também não brilhou. Simplesmente, apareceu pouco. Quando começar a soltar-se, ou quando os Jazz o incentivarem a arriscar mais, poderá tornar-se um problema sério para os adversários.

Cameron Boozer (Memphis Grizzlies, 3.ª escolha)

Os 2 lançamentos convertidos em 15 tentativas contam apenas parte da história. Se Cam Boozer esteve desastrado no ataque, já mostrou estar bem integrado no coletivo dos Grizzlies. Além dos seus 7 pontos, somou 11 ressaltos e 5 assistências, contribuindo para uma vitória folgada da equipa.

Caleb Wilson (Chicago Bulls, 4.ª escolha)

Um dos favoritos ao prémio de Rookie of the Year foi também o jogador mais produtivo em pontos, se olharmos apenas para esse indicador: marcou 16. Mas, na realidade, o balanço é bastante mais contrastante.

Tal como a sua equipa, Caleb Wilson sofreu neste primeiro jogo da época. Desde logo, porque converteu apenas 7 dos 21 lançamentos que tentou, incluindo 7 falhanços em 8 tentativas de três pontos. E o verdadeiro ponto negativo foram, naturalmente, as 9 perdas de bola do rookie.

O seu treinador, Tiago Splitter, destacou as más decisões do jovem, que forçou várias posses de bola perante dois ou até três defensores. Defrontar uns Raptors particularmente temíveis na defesa também não terá ajudado.

Mikel Brown Jr. (Brooklyn Nets, 6.ª escolha)

Depois de ter sido condicionado por uma lesão no tornozelo durante a pré-época, não se saiu nada mal na estreia na NBA.

Não integrou o cinco inicial, mas teve direito a 20 minutos de jogo, nos quais somou 6 pontos, 3 ressaltos e 3 assistências. É natural que o ritmo ainda lhe pareça demasiado acelerado. Vai precisar de algum tempo para se adaptar a uma intensidade muito superior àquela a que estava habituado no basquetebol universitário.

Darius Acuff Jr. (Sacramento Kings, 7.ª escolha)

O lançador compulsivo da noite. 24 lançamentos tentados logo na sua estreia na NBA. Darius Acuff tem carta-branca nos Kings, para o melhor e para o pior. Neste caso, claramente para o pior.

Converteu apenas 5 dos 24 lançamentos que tentou. Terminou com 12 pontos e mais perdas de bola (4) do que assistências (3). Já era algo que se podia antecipar, mas não deixa de ter a sua piada.

Kingston Flemmings (Atlanta Hawks, 8.ª escolha)

A adaptação à NBA poderá ser um pouco difícil para o base, que ainda parece demasiado franzino para ter um impacto significativo no ataque, apesar de a sua velocidade ser uma mais-valia.

Utilizado durante 15 minutos frente a Orlando, não conseguiu marcar qualquer ponto, falhando os cinco lançamentos que tentou. Somou ainda 4 ressaltos e 3 assistências.

Moretz Johnson (Dallas Mavericks, 9.ª escolha)

O antigo jogador de Michigan teve apenas cerca de 15 minutos de utilização, durante os quais marcou 6 pontos e conseguiu 3 ressaltos. Foi frequentemente ultrapassado pelos adversários e acabou por cometer 5 faltas. Há muito trabalho pela frente.

Brayden Burries (Milwaukee Bucks, 10.ª escolha)

Uma estreia verdadeiramente encorajadora para aquele que, juntamente com Kasparas Jakucionis, será uma das poucas atrações da época no Wisconsin.

Brayden Burries mostrou-se bastante confortável e marcou 12 pontos, com 5 ressaltos, em apenas 16 minutos. Uma prestação que agradou ao seu treinador, Taylor Jenkins.

Yaxel Lendeborg (Golden State Warriors, 11.ª escolha)

Foi o rookie que mais deu nas vistas durante a noite, embora não necessariamente pela sua exibição, mas sobretudo pelos confrontos sucessivos com Luka Doncic, a estrela dos Lakers.

Enquanto os Warriors perdiam o controlo do jogo, Yaxel Lendeborg, que terminou com 12 pontos, conseguiu dificultar a vida ao esloveno na defesa. Os dois jogadores trocaram palavras acesas em várias ocasiões.

Na conferência de imprensa, o rookie também não poupou nas palavras:

«Muitas simulações, provocações para sacar faltas e queixas aos árbitros. Tinha muito respeito por Luka Doncic. Mas, depois de ver tantas lamúrias durante todo o jogo, perdi todo o respeito por este tipo.

O problema nem sequer é ele conseguir as faltas. É o facto de não ter parado de reclamar durante o jogo inteiro. Conseguiste a falta, parabéns! Mas depois falas comigo como se tivesses feito algo extraordinário? Vá lá, pá, isso é mesmo ridículo.

Fiquei um pouco desestabilizado, porque tinha imenso respeito por ele. Acabou.»

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