NBA salva All-Star Game… e muito deve a Wembanyama

O astro francês jogou com uma intensidade tão elevada que forçou os adversários e colegas de equipa a elevarem o seu jogo

O All-Star Game é uma das maiores atrações desportivas do mundo. Um jogo que engloba os melhores e mais consistentes jogadores de basquetebol da liga norte-americana de basquetebol com um único propósito… trazer espetáculo. No entanto, nos últimos anos temos vindo a assistir a um declínio fortíssimo na qualidade do jogo, não pela falta dela nos próprios atletas, mas pela falta de empenho.

Nós, adeptos e aficionados por desporto, adoramos competividade, é a essência da “coisa”. Poder chegar ao final do jogo ou campeonato e podermos dizer que fomos e somos os melhores, daí a exigência da base de fãs da NBA sobre o jogo das estrelas.

Após várias mudanças durantes os anos, como o modelo “sem relógio” no último período e a divisão entre 4 equipas, o último implementado no ano passado, parece que a NBA finalmente acertou em cheio no modelo para meter os jogadores a “trabalhar”, no entanto, muito devem a Victor Wembanyama, que logo no primeiro jogo frente aos USA Stars, equipa de Cade Cunningham, Edwards e “companhia”, meteu sentimento no jogo, obrigando assim que os adversários tentassem igualar a sua intensidade, pois convenhamos, sem deixassem o francês fazer o que quisesse e bem entendesse com os seus 7 metros de altura, como diz o Anthony Edwards, o jogo acabava 100 – 0 para o poste dos Spurs.

A forma como Wemby reagiu ao game-winner de Scottie Barnes no final do primeiro jogo da noite é representação máxima do seu espírito como competidor, a demonstração de um mau perder tão grande que deixa qualquer adepto da NBA com água na boca, ou pelo menos aqueles que vangloriam a competividade de Kobe Bryant e Michael Jordan.

A verdade é que o All-Star Game foi um sucesso! Os três primeiros jogos foram fantásticos, todos disputados até à última posse de bola, apenas o último foi abaixo das expectativas, mas isso pode-se culpar no facto da equipa USA Stripes ter jogado três jogos consecutivos, algo que o comissário da NBA pode ter em consideração para o evento do próximo ano, em Phoenix. Mas fico na ideia, tal como muitos outros, que se o francês fosse mais baixo ou não tão competitivo, este modelo ia ser um grande fiasco.

Daniel Pimpão

Sou um apaixonado por basquetebol, vivo e respiro este desporto que nos tira horas de sono. Tenho 19 anos e um sonho de um dia ser um dos melhores jornalistas portugueses. Estou a tirar Comunicação Social em Abrantes, no âmbito de jornalismo. Olhar sempre para a frente, mas trabalhar com a cabeça para baixo.

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