Lenny Wilkens, uma lenda que nos deixa

Lenny Wilkens morreu ontem aos 88 anos, deixando um legado imenso e uma marca inspiradora na história do basquetebol. Uma dos raros elementos introduzidas três vezes no Hall of Fame, como jogador (1989), depois como treinador (1998) e membro da equipa do Dream Team 92, Wilkens terá atravessado mais de meio século da NBA com elegância e consistência exemplar.

Nascido em Brooklyn, jogou em St. Louis, Cleveland e Portland antes de se estabelecer como um dos líderes mais respeitados do seu tempo, nove seleções para o All-Star Game, um segundo lugar na votação de MVP em 1968 e uma reputação de estrategista calmo e visionário.

Mas foi em Seattle que a sua lenda foi escrita. Chegou como jogador e depois como treinador, Wilkens ofereceu à cidade o seu único título da NBA em 1979 com o SuperSonics. Tornou-se muito mais do que um treinador, um símbolo, um mentor e um pilar da comunidade através de décadas de compromisso local e iniciativas de caridade.

Em 32 temporadas na liga, esteve em seis organizações, acumulou 1.332 vitórias (o primeiro a ultrapassar a marca de 1.000), participou em 20 campanhas de playoffs e marcou gerações inteiras de jogadores.

Lenny Wilkens não era de Seattle, mas tornou-se o seu rosto mais icónico. Líder, treinador, construtor e humanista, permanecerá para sempre uma figura no basquetebol americano e as homenagens vão-se multiplicar nos próximos dias.

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