Ex-DPOY no mercado: a troca que pode mudar o equilíbrio da NBA
Os rumores em torno de Jaren Jackson Jr. estão a ganhar força e começam a desenhar um cenário cada vez mais plausível: o fim do ciclo do antigo Defensive Player of the Year em Memphis. Combinando a proteção do aro de elite, mobilidade rara para um poste moderno e capacidade para lançar de fora, Jackson Jr. tornou-se num dos ativos mais cobiçados da liga, sobretudo para equipas com ambições imediatas de título.
Aos 26 anos, o jogador dos Grizzlies encaixa perfeitamente no perfil de um “big” contemporâneo: defende múltiplas posições, estica o campo e não compromete o ritmo ofensivo. Caso Memphis avance mesmo para uma reconstrução mais profunda, o seu valor de mercado pode desencadear um verdadeiro efeito dominó. Eis três destinos que fazem sentido, e os respetivos pacotes de troca.
Atlanta Hawks: sucessor natural de Porzingis
Atlanta recebe: Jaren Jackson Jr.
Memphis recebe: Kristaps Porzingis, Vit Krejci, 1.ª ronda de 2030
Depois de várias tentativas falhadas para elevar o teto competitivo, os Hawks podem optar por um caminho mais claro: construir em torno de Jalen Johnson com um poste mais jovem, disponível e defensivamente dominante.
Jackson Jr. desempenha um papel semelhante ao de Porzingis, mas com duas vantagens claras: idade e fiabilidade física relativa. A dupla Johnson–Jackson Jr. daria aos Hawks uma base atlética, defensiva e moderna.
Para os Grizzlies, o atrativo não seria tanto o rendimento imediato de Porzingis, mas sim o contrato expirante e a margem salarial criada. Já Vit Krejci, com lançamento exterior consistente e custo controlado, poderia tornar-se uma peça útil numa rotação em reconstrução.
Golden State Warriors: encaixe quase perfeito
Golden State recebe: Jaren Jackson Jr.
Memphis recebe: Jonathan Kuminga, Buddy Hield, Trayce Jackson-Davis
Em termos de encaixe tático, este é talvez o cenário mais apelativo. Os Warriors precisam de tamanho no interior sem abdicar de espaçamento, exatamente o que Jackson Jr. oferece. Defensivamente, daria uma dimensão que Golden State não tem desde o auge do seu domínio.
Para Memphis, o interesse seria sobretudo Jonathan Kuminga. Apesar de uma época irregular, o extremo continua a ser visto como um potencial jogador de franquia. Num contexto novo, com mais responsabilidade, os Grizzlies poderiam apostar no seu desenvolvimento como pilar do futuro.
Buddy Hield acrescentaria tiro exterior e Trayce Jackson-Davis profundidade no poste, ativos úteis numa fase de transição.
Los Angeles Clippers: a aposta de risco
Clippers recebem: Jaren Jackson Jr.
Memphis recebe: John Collins, Derrick Jones Jr., 1.ª ronda de 2031
Este é o cenário menos provável, mas não deixa de ser interessante. Os Clippers continuam à procura de uma terceira estrela que alivie a dependência de Kawhi Leonard, especialmente tendo em conta o seu historial físico.
Jackson Jr. daria juventude, defesa e pontuação interior a um plantel envelhecido. Para Memphis, o objetivo seria claramente financeiro: contratos de curto prazo, uma escolha futura e jogadores que podem ser rotacionados ou usados como ativos de troca.
Porque os Warriors podem ter a melhor proposta
Se Memphis decidir mesmo virar a página, Golden State surge como o parceiro mais apelativo no papel. Com Ja Morant e Jackson Jr. potencialmente de saída, os Grizzlies teriam oportunidade de iniciar um novo ciclo praticamente do zero.
Adicionar Kuminga a jovens como Zach Edey permitiria a construção de uma equipa com margem de crescimento. Num contexto diferente do da Bay Area, o extremo poderia finalmente assumir um estatuto de protagonista.
Com os rumores em torno de Kuminga cada vez mais insistentes, tudo aponta para que o seu tempo nos Warriors esteja a chegar ao fim, e um negócio por Jaren Jackson Jr. pode ser o catalisador dessa mudança.

