Cavalos de Corrida de Mark Cuban

Quem diria que hoje estaríamos a vangloriar a passagem dos Dallas Mavericks frente aos vice-campeões Phoenix Suns.

Os Suns começaram a série a proteger o fator casa, estiveram na frente por 2-0 na viagem até Dallas, onde viriam a sair derrotados nos duelos seguintes. Nova sequência de vitória em casa e derrota fora de portas fizeram a série chegar à “negra”.

Enquanto todos esperavam um ligeiro ascendente de Phoenix, a verdade é que Dallas não deu qualquer hipótese neste último e derradeiro encontro. Parece que os comandados de Kidd levaram a expressão “Go hard or go home” à letra, de tal maneira que sem se saber bem como, já lideravam por mais de 30 pontos ao intervalo, com Doncic a ter os mesmos 27 pontos que a equipa da casa (sim, isso mesmo).

Ao lado de Doncic, que registou 35 pontos, 10 ressaltos e 4 assistências, temos ainda nota de destaque para Spencer Dinwiddie, com 30 pontos, 3 ressaltos e 2 assistências. O “dynamic duo” combinou com 65 pontos preciosos na vitória da equipa, que a muito a estes dois deve.

Quanto ao primeiro, dispensa apresentações, caminha para a afirmação, factual e inequívoca, de fazer parte do lote dos melhores da atualidade. Já Dinwiddie, uma agradável surpresa e a prova que o ambiente representa um papel decisivo no sucesso de um jogador. O base passou metade da época em Washington, mas faltava-lhe qualquer coisa, estava a ser um jogador demasiado permeável e a não dar o seu verdadeiro contributo. Em Dallas, emerge como um “scorer”, um jogador sem receio de ter a bola na mão e de procurar a penetração. Muito forte, muito capaz de tirar o adversário da frente e de lançar ao cesto.

Um bom presságio para Mark Cuban no caminho que está a delinear para a organização.

Os Dallas Mavericks viajam agora até São Francisco para defrontar os Golden State Warriors.

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