As maiores histórias por resolver da época 2019/20 – Parte 3

A época da NBA está suspensa por tempo indeterminado e, com ela, todas as esperanças, dúvidas e expetativas que poderíamos ter. É cruel que, uma das épocas mais atrativas da última década, tenha sido cortada com a Pandemia que assola o Mundo.

Poderemos nunca ter um fim para esta época e, assim, a resposta ás nossas maiores dúvidas e curiosidades que ainda se iriam desenrolar. Existiam tantas histórias durante esta época, tantas apostas nas equipas para lutar pelo título, tantas surpresas que estavam a acontecer, pelo que vamos esmiuçar 5 das maiores histórias que ficaram, até ao momento, por resolver, num artigo dividido em 5 partes.

A defesa do título dos Toronto Raptors

Haverá alguma outra história tão agradável e surpreendente como a época que os Toronto Raptors têm vindo a realizar após perder o MVP das Finais, um dos jogadores chave do seu 5 inicial e, mesmo assim, estar com 46 vitórias e em 2º lugar da conferência? Estava a ser uma alegria ver estes Raptors a defender o seu título com a segurança e inteligência que só os campeões conseguem. Apesar de perderem um dos melhores jogadores da Liga que pode vencer em qualquer lado, a teoria diria que a equipa teria que se remodelar ou reconstruir. No entanto a equipa manteve-se fiel a si mesma, aproveitou as melhorias dos seus jogadores, uniu-se e manteve-se junto do topo da liga.

Toronto mostrou o valor da conetividade e partilha de inteligência, com um treinador que percebeu como colocar esses princípios em campo e desbloqueá-los por completo. Quer seja através da visão de Kyle Lowry ou Marc Gasol a procurar passes antes de receberem sequer a bola ou a grande melhoria de Pascal Siakam em entrar para o cesto, os Raptors jogam por instinto e sensibilidade.

Eles são a 2ª melhor equipa a forçar os adversários a perder a bola e a 3ª melhor em termos de percentagem de lançamentos do adversário, um produto da sua habilidade e para misturar uma energia frenética com uma disciplina brutal.

A partilha do DNA de Toronto com o conhecimento institucional criaram uma forma que dá o “click” aos jogadores para se tornarem melhores e darem o melhor de si. É por isto que Chris Boucher conseguiu segurar o seu lugar na rotação enquanto Marc Gasol esteve lesionado, Terence Davis pôde jogar e talvez chegar à “All Rookie Team” depois de não ter sido selecionado no Draft, e Norman Powell conseguiu quase duplicar a sua média de pontos sendo muito mais eficiente.

Os Raptors de certeza que teriam grandes desafios no estilo de jogo mais metódico dos Playoffs, e a ausência de um jogador de elite que saberia criar o seu próprio espaço para lançar seria sentida. As lesões que tiveram durante quase toda época poderiam ter ainda marcas agora em Abril e não termos os Raptors no seu melhor, mas seria fascinante assistir à equipa mais adaptável da liga a responder aos desafios dos Playoffs, e eles mereciam essa oportunidade.

Deixe uma resposta