OKC, uma defesa em crise?
Derrotados por 120-96 em Dallas, os Oklahoma City Thunder sofreram a primeira derrota da época. Um desaire que surge logo após uma série de lesões que afetaram alguns dos seus melhores defensores. Os primeiros números são preocupantes, mas baseiam-se apenas em dois jogos.
Enfermaria cheia em apenas 48 horas
A 25 de outubro, frente aos Clippers, Jalen Williams (fratura do tornozelo) e Cason Wallace (rotura no ombro) lesionaram-se e tiveram ambos de ser operados.
No dia seguinte, frente a Phoenix, Chet Holmgren ficou de fora devido a uma tendinite rotuliana, enquanto Alex Caruso sofreu uma entorse no tornozelo durante o encontro.
No conjunto, estes quatro jogadores representaram 30% dos minutos disputados por OKC na época passada.
Os quatro são peças fundamentais na defesa: Wallace, Williams e Caruso estão entre os melhores defensores exteriores da liga, sendo especialistas em roubos de bola e em pressionar o jogador com bola. Holmgren, por sua vez, é um potencial candidato ao prémio de Melhor Defensor do Ano (DPOY) e protege a área restritiva dos Thunder.
O que mostram os dois últimos jogos
Dois indicadores defensivos registaram uma quebra significativa:
- Eficácia de lançamento permitida aos adversários: antes das lesões, os adversários de OKC apresentavam uma eficácia efetiva de lançamento de 44,1% (San Antonio) e 42,7% (Denver). Este indicador tem em conta o valor dos lançamentos de três pontos. Depois das lesões, os valores subiram para 52,7% frente a Phoenix e 55,7% frente a Dallas.
- Perdas de bola provocadas: esta é uma das imagens de marca de OKC. Frente a Denver, quase uma em cada quatro posses de bola dos adversários (23,4%) terminou numa perda de bola. Frente aos Clippers, mesmo com Wallace e Williams a lesionarem-se durante o encontro, a percentagem manteve-se elevada (25,5%). Mas nos dois jogos seguintes, já sem Wallace nem Caruso, caiu para 13,4% e depois para 11,2%.
É precisamente neste último indicador que a ausência dos dois defensores exteriores se torna mais evidente.
Em Dallas, o ataque também teve dificuldades, registando uma eficácia efetiva de lançamento de 44,3%. No entanto, frente a Phoenix, tinha funcionado em pleno, com 58,1%. Para já, foi sobretudo a defesa que sofreu alterações.
Porque ainda é cedo para tirar conclusões
A explicação parece convincente, mas baseia-se apenas em dois jogos. Existem vários fatores que podem justificar estes números, sem que as lesões sejam necessariamente a causa principal:
- Qualidade dos adversários: Phoenix e Dallas não são San Antonio e Denver, e cada equipa tem os seus próprios níveis habituais de eficácia de lançamento.
- Cansaço: os jogos frente aos Clippers e a Phoenix foram disputados em dias consecutivos.
- Acaso: num único jogo, a eficácia de lançamento de uma equipa pode variar vários pontos percentuais sem qualquer motivo específico.
A hipótese e como poderá ser confirmada
Nos próximos 10 jogos sem estes jogadores, a defesa de OKC continuará a ser significativamente menos eficaz do que antes das lesões, mesmo depois de ajustados os resultados à qualidade dos adversários.
Se a tendência se confirmar, será um sinal do impacto destas ausências. A classificação da equipa nesta temporada dependerá desta eficácia.

