Bill Burr tem uma ideia genial para salvar a NBA

É um dos humoristas mais divertidos e irreverentes do mundo. Bill Burr, uma figura incontornável da comédia stand-up norte-americana, que também participou em Breaking Bad e The Mandalorian e criou a excelente série de animação F Is for Family, decidiu abordar um problema que preocupa cada vez mais adeptos: será que o basquetebol moderno se tornou demasiado dependente dos lançamentos de três pontos? E, sobretudo, como devolver alguma variedade ao jogo?

Convidado do podcast Pardon My Take, o norte-americano, conhecido pelos seus desabafos hilariantes e pela ausência total de filtros, apresentou a sua receita para voltar a colocar a NBA no caminho certo. E, sinceramente, há aqui algo que merece reflexão.

«Eis o que eu faria. Para começar, acabava com a regra dos três segundos defensivos. Os jogadores poderiam voltar a ficar acampados na área restritiva. Depois, retirava a linha de três pontos até aos dois minutos finais de cada período. Nessa altura, a linha acendia-se! A partir daí, já poderiam lançar de três pontos.»

Já estamos a imaginar Adam Silver a convocar uma reunião de emergência para estudar a viabilidade técnica de uma linha de três pontos luminosa. Mas Burr está apenas meio a brincar. O que lamenta é o desaparecimento de partes inteiras do jogo, sacrificadas em nome da eficiência estatística.

«Voltaríamos finalmente a ver aqueles malditos pick-and-rolls, as tabelas, os passes para as costas da defesa e, acima de tudo, jogadores a fazer afundanços mesmo por cima de alguém! Em vez de vermos toda a gente a fugir da área restritiva por medo de acabar no Instagram. E depois aparece o jogador a gritar como se estivesse no filme 300!»

Por detrás da indignação cómica de Burr, esconde-se uma questão legítima sobre a uniformização do basquetebol, o desaparecimento do jogo de meia distância e o peso crescente das estatísticas avançadas (analytics) nas decisões ofensivas.

Então, será mesmo necessário desligar a linha de três pontos durante dez minutos em cada período? Provavelmente não. Mas só de imaginar os jogadores a recuperarem os hábitos de lançamento de meia distância e os postes a voltarem a lutar junto ao cesto, quase nos apetece dar a Bill Burr um pequeno cargo de consultor de Adam Silver.

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