Rúben Prey brilhou mas foi insuficiente para travar Duke
O português Rúben Prey e a sua equipa, os ST Johns Red Storm foram eliminados nos oitavos de final da March Madness, a fase final do basquetebol universitário norte-americano (NCAA). O jogador luso fez um dos melhores jogos ao serviço da turma orientada por Rick Pitino, porém foi insuficiente para travar os “sempre” favoritos de Duke.
Com apenas 21 anos, Prey tem feito uma temporada discreta em ST Johns, mas na última madrugada foi diferente e pode ter entrado no radar de algumas equipas da NBA para o draft de 2027. O português terminou a partida com 12 pontos em apenas 13 minutos, alinhados a dois ressaltos, um roubo de bola e um desarme de lançamento. O “abafo” foi um dos momentos da noite, frente à maior estrela da equipa adversária e projetado como um dos talentos de topo no próximo draf, Cameron Boozer.
A exibição do português ficou marcada pela eficácia na linha de três pontos, com quatro triplos em quatro tentativas na primeira parte. Os números de Prey (e talvez a continuidade da sua equipa na competição) não se estenderam devido à decisão de Rick Pitino em não colocar o luso em grande parte do segundo tempo.
A temporada de Saint Johns e do português fica por aqui, porém, existe otimismo que com esta exibição e com a saída de alguns jogadores, Rúben Prey possa assumir um papel central no sistema da equipa para o próximo ano. O português já foi observado por equipas da NBA no passado e conta no currículo com alguns prémios individuais de prestígio, como o MVP do Adidas Next Generation Tournament, em 2023. A experiência nos EUA, como forma de chegar à melhor liga do mundo, não tem sido fácil mas a performance desta madrugada deixa um reflexo de crescimento e um bom indicador para, quem sabe, ser o segundo português a ser selecionado num draft da NBA.

