Wembanyama passa Gobert e defende por 3

Estamos diante do, possivelmente, defensor mais impactante da história moderna da NBA.

Um jogador que não dá medir os palmos. O maior jogador na liga dos maiores jogadores, um pilar defensivo e uma “aberração da natureza”, “Wemby” faz o impensável e o impraticável.

Após uma noite vitoriosa dos Spurs sobre os Memphis Grizzlies (102 – 87), o gigante francês voltou a ser o destaque da equipa, com 18 pontos, 8 ressaltos, 6 assistências e 7 desarmes de lançamento. Com mais um jogo de 7 ou mais desarmes de lançamento, Victor ultrapassou o compatriota Rudy Gobert em número de jogos na carreira com 7 ou mais “abafos” num só jogo. A diferença? Gobert está na NBA desde 2013 e leva 684 jogos de avanço.

No encontro frente aos Grizzlies, uma jogada em específico apanhou o meu destaque. Um contra-ataque dos rapazes de Memphis, mais precisamente um 3 para 1, onde esse 1, era Victor Wembanyama.

Numa jogada de 3 para 1, o mais certo é um jogador carregar a bola até à entrada do garrafão e passar a laranjinha ao colega a cortar para o cesto, ou então, um passe para um triplo sem contestação alguma. E é exatamente isso que acontece aqui, mas o medo faz os “comuns” tremer e Wembanyama é o “monstro” que se impõe entre os comuns.

Na sua temporada de caloiro já lidera a liga inteira em “abafos” e está na discussão pelo DPOY (Defensive Player of the Year). É dos poucos da história a ter tanto impacto defensivo de rajada, tendo apenas Manute Bol e o lendário David Robinson à sua frente na lista dos caloiros com mais desarmes por jogo da história da NBA.

Wembanyama jogará mais três jogos na atual temporada, já que a sua equipa não conseguiu garantir uma vaga no Play-In Tournament. Victor voltará a abençoar as nossas televisões em outubro, no regresso da temporada regular.

Daniel Pimpão

Sou um apaixonado por basquetebol, vivo e respiro este desporto que nos tira horas de sono. Tenho 19 anos e um sonho de um dia ser um dos melhores jornalistas portugueses. Estou a tirar Comunicação Social em Abrantes, no âmbito de jornalismo. Olhar sempre para a frente, mas trabalhar com a cabeça para baixo.

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