Lendas da NBA: N° 9 – Tim Duncan

Hoje continuamos com a nossa lista de maiores lendas da liga, e em 9° lugar temos um dos mais influentes jogadores da era moderna, Tim Duncan, o The Big Fundamental.

Tim Duncan nasceu nas Ilhas Virgens Americanas, e só se interessou pelo basket após largar a sua primeira paixão, a natação, após um furacão ter destruído a única piscina olímpica na sua terra natal.

Tim Duncan jogaria basket universitário pela universidade de Wake Forest, na Carolina do Norte, onde também jogaria Chris Paul anos mais tarde. Duncan já no basket universitário se evidenciava, tendo ganho inúmeros prémios individuais, o mais importante o Naismith college player of the year, prémio também ganho por Kareem Abdul Jabbar, Larry Bird, Patrick Ewing, Michael Jordan, David Robinson ou Kevin Durant, e que distingue os melhores jogadores universitários.

Sem surpresa, foi a primeira escolha do draft em 1997, escolhido pelos San Antonio Spurs, tendo de imediato feito impacto na equipa, formando uma dupla memorável com David Robinson, que ficaria conhecida como as torres gémeas de San Antonio, e que traria glória à equipa já treinada por Gregg Popovich. Duncan foi eleito Rookie do ano no final da época de 1997-1998, e o futuro parecia brilhante para o jovem Duncan, que jogava na posição n°4, a de power forward, ou extremo-poste em Português.

Duncan encaixava que nem uma luva no estilo eficaz, colectivo e com grande rigor defensivo dos Spurs, parecendo uma extensão das ideias do treinador. Duncan era eficaz, com grande capacidade de ressalto, com muita inteligência, defensor de alto nível, e com um movimento de lançamento, o bank shot, terrivelmente eficaz, e parecendo que nem precisava de se esforçar para executar. Durante a época da sua afirmação como nova estrela da NBA, os Spurs conseguiram vencer o título, numa final contra os New York Knicks, que voltaram a não aproveitar a saída de Jordan da NBA, o resultado foi de 4-1 e Tim Duncan foi o MVP das finais com médias estratosféricas de 27.4 pontos, 14 ressaltos, 2.2 desarmes de lançamento, 2.4 assistências e 1 roubo de bola.

Seria a 1a de muitas vitórias de um jogador destinado a marcar a história da competição, sendo os Spurs com ele uma equipa sempre candidata a pelo menos chegar às finais de conferência.

Após o domínio dos Lakers no início do novo milénio, Tim Duncan e os Spurs conseguiram quebrar essa superioridade da equipa Californiana, com Tim Duncan a contribuir mais uma vez de forma decisiva, sendo MVP da liga na fase regular, já depois de ter ganho no ano anterior em 2002, e MVP das finais mais uma vez, numa final ganha por 4-2 contra os New Jersey Nets de Jason Kidd, já depois de terem derrotado a super equipa de Kobe Bryant e Shaquille O’Neal na caminhada.

Esse ano de 2003 foi para muitos o melhor da carreira de Duncan, quer na época regular, quer nos play-offs, com números fora do normal, com o MVP das finais a não ter contestação, com inacreditáveis 24.2 pontos, 17 ressaltos, 5.3 desarmes de lançamento, 5.3 assistências e 1 roubo de bola, numa equipa de transição, com Tony Parker e Manu Ginóbili ainda por se afirmarem por completo, e David Robinson e Steve Kerr em final de carreira.

Tim Duncan falhou o objetivo de trazer o ouro olímpico para os Estados Unidos em 2004, em Atenas, quando ele e Allen Iverson foram as únicas mega estrelas de uma equipa que falhou redondamente nos seus objetivos.

Pelos Spurs a glória continuava, com mais uma título em 2005, e outro prémio de MVP das finais, apesar de para muitos Manu Ginóbili ter sido o melhor. Era a afirmação plena de um dos melhores trios de sempre na NBA, Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginóbili. As finais foram contra os Pistons, talvez a final mais difícil da carreira de Duncan, com a o título a ser decidido no jogo 7.

Tim Duncan ia acumulando presenças na 1a equipa da NBA e no all-star game, e mantendo uma consistência exibicional comparável à de Kareem Abdul Jabbar, com muito poucas quebras de rendimento, tal como a sua equipa.

Em 2007 veio talvez a vitória mais estrondosa dos Spurs em finais, com um 4-0 sobre os Cavaliers do jovem LeBron James, que levou uma lição do experiente Duncan, desta vez, e não sem alguma controvérsia também, Tim Duncan não levou o prémio de MVP das finais, esse levou Tony Parker, que só em pontos esteve melhor estatisticamente que Tim Duncan.

Os Spurs começaram a perder o fulgor, o plantel ficou cada vez mais veterano, e no Oeste apareceram novos reis, os Los Angeles Lakers, com Kobe Bryant e Pau Gasol, a serem a equipa a ocupar o lugar dos Spurs.

Tim Duncan individualmente perdeu fulgor no final da década 2000 e início da década de 2010, contudo, a sua capacidade de liderança, qualidade, fundamentos do jogo, e carisma conseguiram voltar a colocar os San Antonio Spurs outra vez no topo, com um plantel muito veterano, mas já com sangue novo em Kawhi Leonard e Green, os Spurs jogaram mais 2 finais da NBA, em 2013 e 2014, perdendo a de 2013, única final perdida por Duncan, Spurs e Popovich, e vencendo de forma categórica a de 2014, por 4-1. Kawhi Leonard foi o MVP das finais, e Tim Duncan tinha já econtrado um sucessor na única equipa em que jogou na liga.

Tim Duncan jogaria ainda mais duas épocas na NBA, muitos longe daquilo que produzia no seu auge, tendo na sua última época, a de 2015-2016, também a última época de Kobe Bryant, tido pela primeira vez média de pontos abaixo dos 2 dígitos, 8.6, decidindo assim por um fim a uma carreira das mais ilustres de sempre.

Os Spurs em sua homenagem retiraram a sua camisola, a n°21

Como prova da sua ilustre carreira estão 5 títulos da NBA, 3 MVP das finais, 2 prémios de MVP, prémio de rookie do ano, 15 presenças no all-star game, MVP do all-star game de 2000, 10 inclusões na all-NBA first team e 8 presenças na equipa defensiva do ano, para mencionar só os maiores feitos.

Em 2009, a revista Slam colocou Tim Duncan no 8° lugar na sua lista de melhores jogadores de sempre. Para a Sports Illustrated, Tim Duncan foi o melhor jogador da década de 2000.

Tim Duncan é amplamente considerado pelos seus colegas de profissão como o melhor power forward de sempre, por cima de nomes como Karl Malone, Charles Barkley ou Dirk Nowtizki.

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