E agora, Chicago?

O arranque de temporada não corre da melhor maneira aos Chicago Bulls, que têm um registo de 11 vitórias e 15 derrotas. A equipa do Illinois terá de tomar medidas relativamente ao seu futuro, e de uma maneira ou outra, terão de ser feitas alterações no plantel.

Para justificar o insucesso dos Bulls podemos apontar vários fatores, como a lesão de Lonzo Ball ou a queda de rendimento de alguns jogadores, mas eu, pessoalmente, diria que se deveu a um investimento um pouco impulsivo por parte do “front office” da equipa durante o ano passado. Podemos começar pelo facto de terem abdicado de diversos jovens do seu plantel para um “all in” rumo aos playoffs, que, de facto, funcionou na temporada passada, mas parece não estar bem encaminhado para se repetir.

 O primeiro exemplo foi ainda em março de 2021, quando enviou Wendell Carter Jr, Otto Porter e duas “picks” de primeira ronda para os Orlando Magic, em troca por Nikola Vucevic. Mais tarde, em julho, deixar sair Lauri Markkanen acabou por ser um erro imprevisível, visto que a carreira do finlandês em Chicago estava quase condenada, mas a verdade é que agora está em grande forma nos Jazz. Não esquecer a escolha de draft que abdicou no negócio “sign and trade” com os Spurs, por DeRozan.

Dito isto, o maior talento promissor dos Bulls é Lonzo Ball, que tem 25 anos, e a equipa não tem escolhas de primeira ronda em 2023, nem em 2025. A carência de talento jovem é um problema que os Bulls vão ter de enfrentar, mais cedo ou mais tarde. Esta escassez de jogadores mais jovens acaba por comprometer um eventual processo de “rebuild” que a equipa queira seguir. E a verdade é que vai ter de o seguir, é tudo uma questão de tempo.

A única maneira de “fintar” esse cenário seria a contratação de um grande nome na “free agency”, e algumas trocas para reforçar e colmatar algumas lacunas da equipa. O melhor plano, por agora, seria a troca de Nikola Vucevic, que termina contrato no final da temporada, por algumas picks e um bom “role player”, de maneira a não correr risco de o perder a custo zero.

O ataque a a jogadores como Jakob Poeltl e Myles Turner seria um bom plano para a equipa de Chicago ainda ambicionar uma ida ao playoffs este ano, assim como a adição de outros jogadores sólidos defensivamente. No entanto, não podem abdicar das poucas escolhas de draft que ainda possuem, pois seria um risco enorme que poderia comprometer ainda mais o futuro da equipa.

Por outro lado, caso pretendam acelerar o processo de rebuild, as saídas de Demar DeRozan, e talvez Zach Lavine, serão inevitáveis. A troca de ambos seria quase obrigatória, com o objetivo de conseguir mais jogadores jovens e “picks” de draft, que possam contribuir para uma restruturação mais rápida da equipa. No entanto, esse parece ser um cenário a evitar por parte da direção, que não pretende voltar aos lugares fundeiros da tabela ,após apenas uma classificação para os playoffs.  

Os Bulls têm urgentemente de delinear uma estratégia para ultrapassar esta fase negativa, mas a verdade é que não há nenhum caminho fácil para garantir sucesso nos próximos anos, e a equipa corre o risco de voltar aos lugares de fundo da tabela.

O que resta agora é esperar para que os Bulls tomem algumas medidas no mercado, que possam ser benéficas para a equipa. Também existe uma certa expetativa em relação ao regresso de Lonzo Ball, que poderá contribuir para a estabilidade e o bom funcionamento do conjunto.

Vasco Oliveira

Estudante de Ciências da Comunicação com o sonho de um dia poder trabalhar no jornalismo desportivo. @vascoliveira8 no Twitter

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