Conheça a pior ideia de Adam Silver: os novos lances livres da NBA
Está a ser testado na NBA Summer League uma nova abordagem aos lances livres e há muitos adeptos indignados

A NBA veio com a ideia de implementar mudanças na forma como se aborda a linha de lance livre, de forma a acelerar mais o jogo, no entanto, há muitos adeptos que imploram à liga para não dar continuação à mesma. O conceito passa por atribuir apenas um lance livre na falta no ato de lançamento, ou seja, imaginemos que um jogador rasga o garrafão e tenta um lançamento, no entanto, é travado em falta, na NBA o jogador tem direito a dois lances livres, onde cada um vale 1 ponto e caso a falta surja na linha de 3 pontos, então o atleta tem 3 lances livres. A regra muda na quantidade de lances livres tentados, onde se o jogador sofrer falta no ato de lançamento, tem apenas 1 lance livre que vale 2 pontos, se acertar ganha 2 pontos com um só lance livre, se errar, é como se tivesse errado os dois lances livres. Nos últimos dois minutos do jogo a regra reverte-se para dois ou três lances livres por falta no ato de lançamento ou caso a equipa esteja no Bónus.
Aonde está o meu e o problema de grande parte da comunidade basquetebolista? Perdemos o nervosismo de ter que acertar dois lances livres. Um Lillard, por exemplo, vai adorar esta regra. No seu exemplo, um jogador que tem médias altíssimas de eficácia no lance livre, apenas precisa de acertar o primeiro para conquistar os dois pontos, por outro lado, Mitchell Robinson está “de rastos”, pois é, estatisticamente, um dos piores da história nessa faceta do jogo.
O que vai acontecer se isto for para a frente, pergunta o leitor? Vamos ver muito “Hack-a- inserir nome de jogador fraco no lance livre” , pois com apenas um lance livre, estes jogadores vão sentir mais pressão ainda para o concretizar, pois não têm forma de ajustar. Isto vai gerar mais faltas, o que vai abrandar o ritmo de jogo.
É verdade que o jogo da NBA é demasiado duradouro para o tempo proposto para uma partida, no entanto, existem formas mais eficazes de resolver esse problema sem destruir uma da regras mais antigas da modalidade. Começar os jogos a horas era um começo óbvio, fazer timeouts mais curtos é outra ideia bastante discutida entre adeptos e até mesmo encurtar o jogo para 40 minutos, idêntico ao basquetebol europeu.
Caso a liga reconheça que este método está a reduzir o tempo de duração do jogo, a ideia pode mesmo acabar na NBA daqui a alguns anos.

