Top 10: As melhores pérolas encontradas pelos Spurs no Draft

Os San Antonio Spurs têm a reputação de serem uma das melhores organizações da NBA a escolher jogadores no Draft. Não apenas porque identificam bons basquetebolistas, mas também porque procuram personalidades compatíveis com a cultura da organização. Claro que nem sempre acertam, mas o trabalho realizado ao longo de mais de 25 anos é notável.

Selecionar nomes como David Robinson, Tim Duncan ou Victor Wembanyama com escolhas muito altas ajuda bastante. Por isso, esta lista foca-se nas verdadeiras descobertas dos Spurs, muitas delas encontradas no final da primeira ronda ou até na segunda ronda do Draft.

10. Luis Scola (56.ª escolha em 2002)

Embora nunca tenha jogado pelos Spurs, Luis Scola foi uma excelente descoberta do departamento de scouting de San Antonio. O argentino brilhou na Europa antes dos seus direitos serem transferidos para os Houston Rockets. A aposta em Scola demonstrou a visão internacional dos Spurs numa altura em que muitas equipas da NBA ainda ignoravam o talento europeu.

9. George Hill (26.ª escolha em 2008)

George Hill passou apenas três épocas em San Antonio, mas foi um produto puro do sistema Spurs. Tornou-se um dos favoritos de Gregg Popovich graças à sua consistência nos dois lados do campo. A organização chegou mesmo a ponderar construir o futuro em torno dele.

8. Devin Vassell (11.ª escolha em 2020)

Escolher em 11.º lugar não garante encontrar um jogador da qualidade de Devin Vassell. O extremo tem talento para ser All-Star, mas aceitou um papel mais equilibrado numa equipa competitiva, demonstrando a maturidade que os Spurs tanto valorizam.

7. Dejounte Murray (29.ª escolha em 2016)

Quinze anos depois de encontrarem Tony Parker, os Spurs voltaram a descobrir um All-Star quase na mesma posição do Draft. Dejounte Murray chegou a registar médias próximas de um triplo-duplo e tornou-se uma das figuras da equipa.

6. Keldon Johnson (29.ª escolha em 2019)

Keldon Johnson foi uma das melhores escolhas da sua classe. Depois de ter chegado a marcar mais de 22 pontos por jogo, aceitou sair do banco e reinventou-se como um dos melhores suplentes da liga, conquistando o prémio de Sexto Jogador do Ano.

5. Stephon Castle (4.ª escolha em 2024)

Apesar de ter sido escolhido no Top 5, Stephon Castle merece estar nesta lista. Numa classe considerada fraca por muitos especialistas, tornou-se rapidamente o melhor jogador da sua geração. Os Spurs identificaram algo que vários analistas não viram.

4. Derrick White (29.ª escolha em 2017)

Derrick White revelou-se em San Antonio depois de ser selecionado quase no final da primeira ronda. Mais tarde foi trocado para os Boston Celtics, num negócio que acabou por beneficiar ambas as equipas. Hoje é um dos jogadores mais importantes dos Celtics.

3. Kawhi Leonard (15.ª escolha em 2011)

Oficialmente escolhido pelos Indiana Pacers, mas a pedido dos Spurs, Kawhi Leonard foi alvo de uma aposta forte da organização. San Antonio trocou George Hill para o adquirir, numa decisão que culminou com o título de 2014 e o prémio de MVP das Finais para Kawhi.

2. Tony Parker (28.ª escolha em 2001)

Uma das maiores apostas da história do Draft. Quando os Spurs selecionaram Tony Parker, poucos nos Estados Unidos acreditavam que um jovem francês pudesse tornar-se um base de elite na NBA. O resto é história: quatro títulos, seis All-Star Games e uma carreira lendária.

1. Manu Ginóbili (57.ª escolha em 1999)

No topo da lista está Manu Ginobili. Encontrar um futuro Hall of Famer na 57.ª posição é um dos maiores roubos da história do Draft. Os Spurs identificaram o talento do argentino muito antes do resto da NBA e colheram os frutos dessa visão com quatro campeonatos conquistados ao longo da sua carreira.

Menções honrosas

Ficaram de fora nomes como:

  • Cory Joseph (29.ª escolha em 2011)
  • Tiago Splitter (28.ª escolha em 2007)
  • Tre Jones (41.ª escolha em 2020)
  • Kyle Anderson (30.ª escolha em 2014)

Esta lista reforça uma ideia simples: os Spurs não ganharam apenas por terem sorte na lotaria. Ganharam porque, durante décadas, foram uma das melhores organizações da NBA a identificar talento onde quase ninguém o via.

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