Reduzir os jogos da NBA, boa ideia ou loucura de Mark Cuban?
E se a NBA passasse os jogos de 48 para 40 minutos? A ideia pode parecer radical, quase um sacrilégio, mas Mark Cuban está convencido de que a liga sairia a ganhar. O antigo proprietário dos Dallas Mavericks voltou a lançar o debate com uma declaração bastante clara:
“Se a liga passasse de 48 para 40 minutos, isso mudaria a NBA para melhor.”
No fundo, o argumento não é totalmente absurdo. Jogos mais curtos poderiam reduzir o desgaste dos jogadores, limitar um pouco a gestão física constante e tornar algumas partidas mais intensas. Com 40 minutos, como acontece na FIBA ou no basquetebol universitário feminino da NCAA, cada posse de bola teria mais peso. As estrelas talvez jogassem uma maior percentagem do encontro, os finais de período teriam mais tensão e as longas noites da fase regular ganhariam intensidade.
Numa NBA obcecada com o load management, as lesões e a qualidade do espetáculo, o tema merece pelo menos ser discutido. Reduzir a duração dos jogos poderia também ajudar a tornar o produto mais apelativo para transmissões televisivas e adeptos, sobretudo numa era em que a atenção do público se dispersa rapidamente.
Mas a ideia também mexeria profundamente com o ADN estatístico da liga. Passar de 48 para 40 minutos significaria alterar médias, recordes, rotações, o valor dos suplentes e até a forma como se analisam historicamente as performances. Os jogadores teriam menos tempo para acumular estatísticas, os bancos poderiam ser menos utilizados e as comparações entre gerações tornar-se-iam ainda mais complicadas.
A NBA gosta de modernizar o seu produto, normalmente através de pequenos ajustes. Aqui, estaríamos perante um verdadeiro terramoto. Mark Cuban vê nestes oito minutos a menos uma forma de melhorar o ritmo e a qualidade do jogo. Os seus críticos verão sobretudo uma ameaça à história, aos recordes e à identidade do basquetebol NBA.
O debate está lançado. E deverá voltar muitas vezes, sobretudo se a liga continuar à procura de formas de proteger as suas estrelas sem enfraquecer o espetáculo.

