Saga Fultz continua. Trade à vista?

Markelle Fultz, jogador escolhido no 1ª lugar pelos Philadelphia 76ers no Draft de 2017, continua a ver a sua carreira longe de assentar. Logo no 1º ano e depois de 4 jogos jogados, onde lançou apenas 33% do campo, Fultz acabou por ficar de fora praticamente durante todo o resto da época devido a uma lesão no ombro, supostamente causadora da sua má percentagem de lançamento e de outros aspectos do jogo em que ficou claramente abaixo do nível que prometia. No fim da época, os 76ers realçaram que mantinham a confiança no seu atleta e que isto foi apenas um problema físico, nada mais. Mas poderá ser algo mais do que isto?

Época 2018/19 à porta e não havia fã de NBA que não tivesse pelo menos uns olhares postos em Fultz e como se iria encaixar nesta nova época. O que resultou? Mais do mesmo. Fultz continua com problemas no lançamento, estando com 41.9% FG, 28.6% 3PT e apenas 56.8% FT. Aqui volta-se à pergunta acima: poderá ser algo mais do que físico? Depois de visítas a inúmeros especialistas na matéria e sem diagnóstico de qualquer impedimento no ombro de Markelle, paira a pergunta no ar se o problema não será mental. A NBA é um grande palco, os holofotes brilham muito e os olhares são aos milhões: nenhum jogador está safo. Mas como se a essência da situação não fosse má o suficiente, a mesma não está a ajudar na relação de Fultz com o restante staff. No Verão, os Sixers e Drew Halen disseram que Fultz estava a melhorar exponencialmente e, ainda afirmou o último, que podia ser All-Star ainda esta época. No início da época, que mostrarou algo erradas estas últimas previsões, a situação chegou ao ponto de o círculo chegado de amigos e familiares confrontar Halen ao intervalo devido às falsas promessas e falta de melhoras no desempenho de Marquelle. No início deste mês de Novembro, Drew Halen veio dizer que Fultz ainda não estava saudável, enquanto que o mesmo veio negar estas afirmações logo depois. Agora Fultz recusa-se a treinar e jogar pelo franchise até visitar um especialista a Nova-Iorque, na segunda. Poderá isto tudo escalar ao ponto de vermos a primeira estadia de Marquelle Fultz numa equipa da NBA, outrora uma das maiores promessas do basquetebol americano, ser encurtada?

Muitos insiders dizem que sim. Os Sixers, apesar de se mostrarem apoiantes do seu atleta, estão a avaliar todos os cenários e não colocam uma troca fora de questão. Será difícil conseguirem o valor que já prometeu Markelle Fultz, muito menos com toda esta polémica em torno dele, mas poderá ser o melhor a fazer. Os Sixers poderão trocá-lo por contratos em via de expirarem, por exemplo, conseguindo abrir cap-space para re-assinarem Butler no verão e ainda outro jogador de renome. Podem também procurar adicionar competividade imediata, apesar de o plano anterior fazer bastante mais sentido a médio-longo prazo. Enfim, podemos prever o que quisermos mas a única forma de realmente sabermos o grand finale de toda esta novela é mesmo esperar e ver o desenrolar da mesma.

Afonso Mendonça

Desde cedo descobriu a sua paixão pela modalidade, começando a jogar basquetebol aos 9 anos para só parar 9 anos depois. Verdade seja dita, nunca foi muito bom. Tenta então agora compensar a sua carreira falhada a meter a bola no cesto ao meter artigos na net. Não é bem a mesma coisa mas promete deixar nas teclas do computador o mesmo empenho que outrora deixou em campo.

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