Boston Celtics: Uma nova esperança

A filosofia “Championship or Bust“, é cada vez mais adotada pelos franchises da NBA. No entanto, os Boston Celtics preferem seguir outro “caminho”, definitivamente. Pode-se dizer que é uma abordagem mais calculista. Olhando para o passado mais recente, vemos que todos os movimentos dos Celtics foram  feitos sem precipitações e muito bem planeados. Chega a dar a ideia de que para todas as possíveis circunstâncias, há sempre um plano.

Este sistema é encabeçado pelo ex-jogador e atual General Manager, Danny Ainge.

Danny Ainge, GM dos Boston Celtics

Novos “reis” do Este?

Esta nova época será particularmente diferente. Com a mudança de LeBron James para a conferência Oeste, os Celtics têm uma oportunidade de ouro de vencer e liderar o Este. Nesta posição privilegiada, o 18º Larry O’Brien brilha à distância para a formação de Boston.

Há muito valor nesta equipa. Desde jovens talentosos (como Jayson Tatum e Jaylen Brown), a veteranos muito capazes (como Al Horford). Tal como disse recentemente Kyrie Irving:

“Who wouldn’t want to be part of the Celtics? The future is very very bright in Boston.”

 

O virtuoso: Kyrie Irving

Com um talento fora do comum, Kyrie é um dos jogadores mais acarinhados pelos fãs da NBA. Um verdadeiro fenómeno de popularidade.
A capacidade que tem com bola faz muitos criar esta questão: “Quem tem as melhores handles? Iverson ou Kyrie?”.

Que dor de cabeça que é defender Irving. Vai para a esquerda, vai para a direita, spins, step-back, … e mais uns quantos moves que lhe valeram a alcunha de “The Ankletaker”.

Na hora de pontuar, é um ótimo overall shooter mas… são os seus ataques ao cesto que o distingue nesta categoria. Absolutamente sensacional!

 

Será o Uncle Drew capaz de liderar os Celtics ao título, e tornar-se no “Warrior killer”?

 

 

O Reintegrado: Gordon Hayward

Tal como é do conhecimento da maioria, o Gordon Hayward sofreu uma das lesões mais arrepiantes dos últimos anos na NBA. Uma fratura no tornozelo que lhe valeu uma paragem de 11 meses na competição. Seguem-se as imagens (não recomendáveis para os mais sensíveis):

 

A sua versatilidade poderá ser a chave para o seu regresso.

O Hayward não é um lockdown defender como o Jimmy Butler, mas ainda assim é muito bom no capítulo defensivo. Ele também não é um shooter de elite como o Klay Thompson, mas é capaz de ficar “on fire” e encestar múltiplos e sucessivos lançamentos. E claro, também não é um especialista em isolation como o James Harden, mas consegue garantir-te alguns pontos apartir de jogadas individuais. Há poucos jogadores na liga tão capazes e polivalentes como o Gordon Hayward!

 

 

O discípulo do Kobe: Jayson Tatum

Com a lesão de Gordon Hayward, o rookie de Duke ganhou espaço imediato no 5 inicial. Assumido fã de Kobe Bryant, Jayson Tatum para além de um jogo similar ao do seu ídolo, tem também alguns traços da sua popular “Mamba Mentality”.

O quão ousado precisas de ser para fazer isto com 20 anos ao LeBron James, depois de o teres metido num poster?

Tatum é um scorer muito talentoso, instintivo e difícil de marcar. Tem uma quantidade infindável de recursos ofensivos, saltando já à vista o seu fantástico trabalho de pés e a facilidade com que bate os seus adversários no 1 para 1. Muito devido ao facto de ser um jogador longo, também é competente a ressaltar e a defender.

Podemos estar perante um talento geracional.

 

 

O pequeno Big: Al Horford

Há muito que se diz que não é reconhecido o devido mérito a Al Horford, muito graças à “baixa” estatura que apresenta para a posição. No entanto, o Big Al é altamente completo: é forte, passa acima da média para um poste, e lança no perímetro com boas percentagens de sucesso. A sua inteligência somada à sua capacidade de leitura na defesa, torna-o num jogador fulcral na manobra defensiva dos C’s. Qualquer treinador gostaria de contar com um jogador como este.

Al não caminho para novo (32 anos) e tem algum historial com lesões, algo que poderá afetar a sua longevidade. Contudo, atualmente ainda joga ao nível de All-Star.

 

 

O multifacetado: Jaylen Brown

Vai a caminho da sua 3ª temporada, e é um dos jogadores mais interessantes da NBA. Fala inglês, espanhol e árabe. Toca guitarra e piano. E é ainda um ávido leitor e jogador de xadrez. Foge, claramente, ao estereótipo.

Mas não é só na sua vida pessoal que é multifacetado.

Jaylen é um jogador muito atlético e excelente defensivamente, o que o torna num complemento perfeito nesta equipa. Apesar de complementar, tem potencial para ser uma estrela no futuro. A ver vamos!

Um jogador modelo.

 

“Acredito piamente que são precisas 20 mil horas para se ser grande.”

 

 

 

Sim, este é o 5 inicial mais provável para a época 2018/2019…

 

 

A defesa de Boston

O tipo de defesa praticada pelos Celtics requer um sistema defensivo muito versátil, de trocas ‘constantes’ e não menos importante, um conjunto de jogadores que dê garantias “lá atrás”(algo que está à disposição de muito poucas equipas na liga). Uma equipa que deixa tudo em campo.

A formação de Boston defende de forma muito semelhante aos GS Warriors, ou seja,  imensas trocas durante o processo e muita agressividade no portador da bola. Dificilmente a equipa adversária vê os seus lançamentos não serem, pelos menos, contestados. Jogadores como Marcus Smart, Al Horford e Jaylen Brown pesam imenso nesta parte do jogo.

Acima disto tudo, têm de longe um dos melhores treinadores da liga em Brad Stevens, que lê o jogo como poucos.

 

“Ataque ganha jogos, defesa ganha campeonatos”, e os Celtics não fazem por menos.

 

 

 

Sem LeBron pelo caminho, o trajeto dos Boston Celtics até às finais parece facilitado. Chegará para bater os Warriors? Causaram réplica? Ou terão uma surpresa antes das finais? Dá-nos a tua opinião!

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