Os registos mais impressionantes da NBA

 

É impossível falar de qualquer modalidade sem referir números, máximos, recordes. Um dos objectivos de qualquer atleta, ou equipa, é ultrapassar marcas de referência, e assim entrar nos livros de História. Os recordes, diz-se, servem para ser batidos, mas há alguns que parecem ter lugar cativo para todo o sempre, de tão impressionantes que são. No caso específico da NBA, existe um conjunto de marcas tão impressionantes, que será preciso um super-homem, ou mega-equipa, para as ultrapassar.

A NBA tem alguns recordes que dificilmente serão batidos, porém, ano após ano, continuam a ser quebrados cada vez mais recordes na NBA, e muito se deve à preparação física existente e também à técnica apurada por parte dos jogadores.

Assim sendo alguns recordes vão caindo por terra, e consequentemente, alguns números vão sendo superados.

Nos tópicos seguintes vamos elaborar alguns recordes, e sequencialmente fazer uma visita ao passado, revivendo assim os feitos incríveis do mundo da NBA.

 

As 33 vitórias consecutivas dos Los Angeles Lakers de 1971

Na temporada 1971-72, a equipa de Los Angeles era considerada “ a equipa “ da NBA e parecia que mais nenhuma conseguiria parar a quipa formada por Elgin Baylo, Wilt Chamberlain, Gail Goodrich, Pat Riley e Jerry West que atropelou os adversários por 33 vezes consecutivas. A equipa acabou por se sagrar campeã da edição com uma campanha de 69 vitórias e apenas 13 derrotas.

 

 

 

 

Os 100 pontos de Wilt Chamberlain

Se existe um recorde que provavelmente nunca vai ser batido, é claramente este. Wilt Chamberlain, é o nome que vai ficar para todo o sempre nos livros do basquetebol mundial. Em 1962 Wilt Chamberlain alcançou a proeza incrível de marcar 100 pontos numjogo entre os New York Knicks e Philadelphia Warriors.

Chamberlain possui muitos recordes, porém, todos eles são praticamente inalcançáveis ao jogador comum (32 jogos com mais de 60 pontos, 118 com mais de 50 pontos, 271 com mais de 40 pontos, entre muitos outros), que daria para escrever um artigo somente sobre ele. Mas o mais impressionante e incrível é sem dúvida o dos 100 pontos apontados numa só partida. Kobe ainda se aproximou em 2006, mas ficou a 19 pontos.

 

 

Maior diferença de pontos numa partida da NBA

Foi com uma vitória por 148-80, em dezembro de 1991, que os Cleveland Cavaliers de Mark Price faziam história ao vencer os Miami Heat, com a maior diferença de pontos de sempre numa partida. No intervalo do jogo, a equipa de Cleveland já vencia por 20, e quatro jogadores já tinham dígitos duplos relativos à pontuação. No início do terceiro período, a equipa de Ohio voltou com a mesma intensidade e aplicou uma sequência de 15 pontos sem resposta, o que fez com que o técnico Kevin Loughery dos Miami Heat colocasse todos os seus titulares no banco. No segundo tempo a equipa de Miami marcou apenas 27 pontos, levando assim uma “tareia” no último período de 42-13.

 

 

Bill Russell e os seus 11 títulos

O campeonato conquistado pelos Boston Celtics em 1968-1969 foi o 11° na carreira de Russell e consequentemente o último da impressionante sequência de oito títulos, a maior da NBA, diga-se. A temporada marca também o final de carreira de um “monstro” da NBA.

Os Boston Celtics dominaram o panorama entre os anos 50 e 60, muito por culpa deste jogador, que possui mais anéis que dedos. Russel venceu 11 campeonatos em 13 épocas enquanto profissional, sendo que alguns deles foram conquistados à custa do grande rival, Wilt Chamberlain. A sua presença defensiva era imagem de marca de uma carreira, e um dos seus feitos inclui um jogo em que conquistou mais de 50 ressaltos. Claro que tão impressionante como o número de títulos, é o facto deles terem sido conquistados ao serviço de um único emblema, algo que nos dias de hoje é impossível de acontecer.

 

As 73 vitórias dos Golden State Warriors

Setenta e três vitórias, nove derrotas. Os Chicago Bulls de Michael Jordan, históricos da temporada 1995-1996, tinham ficado para trás. Pelo menos no que a números diz respeito.

Os Warriors tinham batido um recorde que parecia impossível de alcançar, visto que este tinha mais de 20 anos. Nessa altura, Michael Jordan e os Bulls tinham deixado a marca de 72-10.

No jogo em que foi quebrada a marca dos Bulls, os Warriors, contaram com uma nova noite inspirada de Curry. Noite em que ultrapassou a marca dos 400 lançamentos de três numa temporada, algo nunca visto até então, o jogador liderou o ataque de Golden State com 46 pontos.

 

 

Maior pontuação na carreira – (38.387) – Kareem Abdul-Jabbar 

Kareem foi um verdadeiro monstro da NBA. Ao longo de 20 temporadas, foi 6x campeão e 6x MVP da liga. No final da carreira, em 1989, era provavelmente o maior jogador de Basquetebol que o mundo tinha visto até então. Para coroar este feito, era o maior pontuador da história da NBA, com 38.387 pontos anotados.

Desde então, a NBA viu grandes lançadores , como Karl Malone, Kobe Bryant e Michael Jordan, que são os próximos na lista de maiores pontuadores, mas nenhum deles conseguiu alcançar a marca de Kareem. Até agora. O grande candidato a superar o recorde é LeBron James. O King tem, atualmente, mais de 30 mil pontos em 15 temporadas como profissional na NBA. Supondo que ele vá chegar às mesmas 20 temporadas de Kareem, James precisa de aproximadamente 8 mil pontos nas próximas 5 temporadas, para superar o lendário pivô como maior pontuador da história da NBA. A marca é, talvez, a mais difícil desta relação, porém não é impossível, e pode-se tornar assim uma meta para o final da carreira de LeBron, mesmo que competir por títulos se torne mais difícil com o passar dos anos.

 

Mais expulsões consecutivas

Don Boven, 6. Durante a temporada de 1951/52 com os Milwaukee Hawks, Don Boven conseguiu de alguma forma ser expulso por seis partidas seguidas. O swingman teve médias de 9 pontos, numa carreira que durou apenas três anos, porém continua a carregar consigo esta estranha estatística.

 

O jogo com menos pontos da NBA

19-18! Esta partida tão “empolgante” realizou-se no mês de novembro de 1950. Os Fort Wayne Pistons (Detroit) seguraram o jogo de uma forma insólita para vencer o favorito Minneapolis Lakers (Los Angeles). O estas duas equipas fizeram juntas foi algo invulgar, senão vejamos.

Apenas oito cestos concretizados com a bola em jogo. O resto dos pontos veio de lances livres.

Isto só foi possível porque na altura a regra da época permitia aos jogadores prender a bola pelo tempo que bem entendessem. Simplesmente não havia o limite de 24 segundos para tentar o cesto.

Então os técnicos aproveitavam-se desta regra do jeito óbvio, se a equipa ganhasse alguma vantagem no placar, a ordem dada era segurar a bola no campo de ataque até que os 48 minutos da partida acabassem.

 

 

Jogador com mais assistências (15.806) – John Stockton

Só para colocar as coisas em perspectiva, o segundo jogador com maior número de assistências, Jason Kidd, tem um total de 12901. Stockton jogou durante 19 anos (no seu último ano ainda fez uma média de 7.7 assistências), e durante esse período falhou apenas 22 jogos. Ou seja, ao juntar uma média de assistências elevada (foram 10 temporadas seguidas nos dois dígitos) a uma quantidade de jogos elevada, o resultado é um total inultrapassável. Hoje em dia existem passadores exímios, mas nenhum deles tão durável e regular como Stockton, cujo estilo de jogo era a antítese do egoísmo, e que lhe valeu o prémio do mais letal pick-and-roll da História da NBA.

 

 

 

Recordes da NBA para a eternidade?

É claro que ninguém pode antecipar se todos os recordes vão permanecer para a eternidade ou se acabarão por serem batidos. O padrão de força física e a habilidade técnica no campeonato, tornou-se agora num nível tão alto, que os jogadores conseguem cada vez mais dominar por várias temporadas. Por isso não será de estranhar, que no futuro caiam por terra alguns recordes que à partida sejam impossíveis.

Tiago Martins

19 anos, apaixonado pela NBA e simpatizante da escrita. Junta a grande experiência em apostas NBA ao perfeccionismo das análises. Adepto dos Cleveland Cavaliers, mas principalmente adepto da imparcialidade.

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